Novas metodologias de motivação e liderança representam oportunidade de crescimento para PMEs

por giovanna publicado 15/02/2012 15h41, última modificação 15/02/2012 15h41
Curitiba – Níveis vão do básico, de atendimento a necessidades físicas e emergenciais, aos mais sofisticados, voltados a estimular a criatividade e da produtividade dos funcionários.

Estratégias de motivação e liderança são fundamentais para a expansão das pequenas e médias empresas (PMEs). Isso porque, antes mesmo de lançar o melhor produto ou criar a melhor estratégia, o desenvolvimento das organizações depende do gerenciamento correto dos colaboradores.

“É óbvio que todo grande grupo nasceu de uma microempresa. O que determina o crescimento das pequenas e médias é a cultura organizacional diferenciada que podem apresentar no mercado”, afirmou Luiz Gaziri, gerente de vendas do Grupo Tortuga. Ele participou do Encontro de Gestores promovido pela Amcham-Curitiba nesta terça-feira (14/02).

Gaziri lembrou ainda da importância do desenvolvimento de novas metodologias de motivação e liderança dentro das companhias para o avanço do País como um todo. “Hoje, as PMEs são a grande maioria das empresas no País e fundamentais no desenvolvimento econômico”, agregou.

Níveis de motivação

No evento, Gaziri apresentou métodos recentes para a motivação de equipes e desenvolvimento de talentos e lideranças. Baseado em estudos realizados em universidades americanas como Harvard e MIT, o palestrante mostrou três níveis de estratégias de motivação: o primeiro seria o básico, de atendimento a necessidades físicas e emergenciais; o segundo nível corresponderia ao método mais presente hoje nas companhias, pautado em recompensa e punição; e o terceiro, o de motivação interna dos colaboradores. Na avaliação de Gaziri, este último é o mais adequado para o estímulo da criatividade e da produtividade dos funcionários.

A motivação interna lida com a autonomia e o propósito do trabalho de cada indivíduo. Conforme cases apresentados pelo palestrante, permitir aos trabalhadores cargas horárias flexíveis e a oportunidade de home office (trabalho em casa) pode otimizar sua produtividade e estimular a inovação. “É preciso readequar a concepção de que presença física no escritório e mais horas de trabalho significam melhor desempenho”, assegurou.

Gaziri ainda apontou que atrelar o resultado dos funcionários ao ganho de comissão, como ocorre nos setores de vendas, não é uma forma de motivação eficaz. “A dependência financeira do desempenho muitas vezes gera insegurança e mascara talentos dentro da empresa”.

Aplicação

Para o especialista, a adoção dessa nova metodologia motivacional é possível para todas as empresas, independentemente do porte ou segmento. No entanto, as stratégias de motivação e desenvolvimento de liderança exigem uma adaptação não apenas cultural das companhias, mas do ambiente corporativo no País como um todo.

“Um dos principais obstáculos hoje é a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)”, apontou Gaziri. Segundo o palestrante, não basta que as empresas assimilem que a relação horas-produtividade é ultrapassada. O governo também necessita ultrapassar essas barreiras, indicou.

 

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