Novas tecnologias ajudarão profissionais de finanças em tarefas mais burocráticas

publicado 16/11/2016 14h05, última modificação 16/11/2016 14h05
São Paulo – Perfil do executivo da área deve mudar para “olhar mais para o futuro”
tecnologias-pic01.jpg-3813.html

Com o avanço tecnológico, o perfil do executivo de finanças vai mudar nos próximos anos. Antonio Almeida, sócio líder da área de Finance e Shared Services da EY, acredita que a área será cada vez mais voltada para se dedicar a buscar negócios que tragam valor para as empresas. "Agora o executivo não vai olhar os negócios passados, mas vai começar a ajudar a empresa a prever o futuro. isso é uma mudança de paradigma importante e existem ferramentas diferentes para esse tema", afirmou, durante o comitê de Finanças da Amcham - São Paulo (11/11).

Segundo ele, hoje os profissionais da área de Finanças ainda gastam muito tempo com burocracias e tarefas do dia-a-dia. Com novas ferramentas tecnológicas, essa tendência vai mudar. O especialista citou três tendências tecnológicas que estão mudando os processos na área. O primeiro é o Robotic Process Automation - ou seja, a robotização de processos-. Através da instalação de um software, o programa captura e interpreta informações de transações. Dessa forma, há redução de custos, maior agilidade e, muitas vezes, maior precisão, de acordo com Almeida.

Outra estrutura interessante é o blockchain: um banco de dados descentralizado, open source e que é mantido de forma colaborativa pelos participantes. Todos os dados são criptografados, o que garante segurança ao sistema. A vantagem é que a plataforma permite o registro, validação e autenticação de documentos sem intermediários. De acordo com Almeida, esta tecnologia será responsável por revolucionar o mundo das finanças. "Uma primeira utilização seria estabelecer contratos dinâmicos, o que economizaria tempo na hora de negociar um mesmo produto para vários clientes", exemplifica.

Para projeções para o futuro, Ricardo Villanova, também sócio da EY, afirma que usar dados e informações, ainda não estruturados, é uma forma de obter uma vantagem competitiva. O uso de big data e de modelos analíticos preditivos consegue simular impactos financeiros em opções estratégicas de negócio, construindo cenários que incluem eventos externos e movimento dos competidores, antecipando e mitigando riscos. Para o especialista, é necessário, principalmente, buscar as perguntas e questões que a empresa quer resolver antes de mergulhar em dados.

registrado em: