Novo perfil de vendedor tem informação como matéria básica de trabalho

por giovanna publicado 22/02/2011 17h41, última modificação 22/02/2011 17h41
Porto Alegre – Visão diferenciada desse profissional ainda levará 15 anos para se consolidar no País, afirma especialista.
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A máxima “o cliente tem sempre razão” pode estar com os dias contados. Na verdade, o bom vendedor sempre consegue convencer o consumidor a levar para casa aquilo que quer vender, assegura Dado Schneider, doutor em Comunicação. O segredo, de acordo com ele, é tratar a informação como matéria básica desse trabalho, uma visão que ainda levará entre dez e 15 anos para se consolidar no País.

“O cenário mudará pela força do hábito de empresários contratando vendedores que se posicionam. Haverá pessoas que sempre pagarão mal e contratarão profissionais medíocres, de modo que conviveremos com dois mundos: o do tempo antigo, do vendedor despreparado e mal remunerado, e o vendedor novo, bem preparado, bem remunerado e bem motivado”, afirmou Schneider, que participou do comitê de Marketing da Amcham-Porto Alegre nesta terça-feira (22/02).

Esse novo perfil de vendedor se consagra em um momento de transição de mentalidade, marcado por uma comunicação mais aberta, fruto do desenvolvimento e do acesso a novas tecnologias. Para lidar com clientes cada vez mais antenados, ligados às redes sociais e com conexões intensas entre eles, trocando informações sobre compras, será preciso qualificar quem vende os produtos e serviços.

“É uma tendência irreversível, pois a cada ano os compradores estarão mais exigentes e com mais opções de produtos. O vendedor será obrigado a se colocar como uma pessoa bem informada sobre o que vende, o mercado em que atua e quem atende, ou seja, o perfil do cliente. Caso contrário, não venderá”, alertou Schneider.

Para o especialista, vários segmentos do varejo nacional vêm se modernizando em relação à composição de sua força de vendas, mas, de modo geral, o Brasil ainda fica para trás se comparado a outros países nesse aspecto.

“Não destacaria um setor mais preparado. Trata-se de uma questão de mentalidade. Há empresários pequenos que possuem uma mentalidade avançada e grandes empresários que vivem na idade da pedra, e vice-versa”, apontou Schneider.

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