Para Deloitte, internet das coisas é a principal tendência tecnológica do futuro

publicado 07/10/2015 08h44, última modificação 07/10/2015 08h44
São Paulo – Papel integrador da área de TI e segurança cibernética também vão influenciar empresas
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Para a consultoria Deloitte, a internet das coisas (cada objeto terá um sensor que enviará informações pela internet sobre a sua movimentação ou uso) é a mais importante das três grandes tendências tecnológicas que vão influenciar as empresas no futuro. As outras duas são o papel integrador dos executivos de TI (Tecnologia da Informação) e a segurança cibernética.

“Já existem onze bilhões de sensores distribuídos pelo mundo, captando informações desde o momento em que você entra numa loja ou para o carro no estacionamento, e manda uma montanha de dados para algum lugar. O objetivo é buscar valor na grande quantidade de dados (Big Data) externos gerados a partir do novo conceito”, afirma Cláudio Soutto, sócio da área de consultoria em tecnologia da Deloitte. Ele participou do comitê de Inovação da Amcham – São Paulo, na terça-feira (6/10), junto com a Sony e a ThyssenKrupp.

Em relação às outras duas macrotendências, Soutto comenta que os CIOs (principal executivo de TI) serão os responsáveis pelo funcionamento dos diferentes padrões tecnológicos da empresa. À medida que a complexidade do sistema aumenta, também será importante assegurar que as plataformas operem sem riscos de violação.

A Smart TV com comando de voz da Sony

A Sony e a ThyssenKrupp mostraram alguns produtos inovadores desenvolvidos com base nas novas tecnologias de conectividade e automação. Marcelo Gonçalves, gerente de comunicação e marketing da Sony, disse que juntar tecnologias existentes e criar um novo produto é um dos grandes desafios da indústria. “Significa olhar para o mercado e entender o que o cliente precisa.”

Para o executivo, uma das tendências do mercado de entretenimento vem da conectividade e personalização de conteúdo. A aposta da Sony é oferecer aparelhos de Smart TV interativos, dando ao usuário a oportunidade de assistir à programação das emissoras, receber conteúdo da internet, ouvir música e jogar tanto sozinho como com outros usuários.

Fora de casa, o usuário pode controlar a programação pelo smartphone e assistir à tudo depois. A TV da Sony permite que a programação seja controlada por comando de voz, através de uma espécie de controle remoto desenvolvido para esse fim. “É uma questão de comodidade para o usuário. Isso é um valor reconhecido pelo cliente”, detalha Gonçalves.

O elevador sem cabo da ThyssenKrupp

No final de 2014, a multinacional alemã ThyssenKrupp construiu um elevador sem cabos movido por trilhos, de funcionamento parecido com um trem de metrô. Ricardo Santoro Cardoso, gerente de inovação e tecnologia da ThyssenKrupp, disse que o modelo foi inspirado na necessidade de criar uma alternativa aos elevadores tradicionais, que permanecem inalterados há cerca de 160 anos.

“Nos prédios, é preciso reservar espaço para a casa de motores e contrapesos. O nosso modelo vai mudar a estrutura de engenharia das construções, reduzindo esse espaço e economizando mais energia”, comenta. Outra novidade é permitir que a cabine se movimente tanto na vertical (de cima para baixo) como horizontal (para os lados), possibilitando que os novos projetos de prédio ofereçam elevadores que se desloquem também em um mesmo andar.

Sensores também estarão acoplados no modelo, alimentando o sistema com informações sobre desgaste de peças, peso e necessidade de manutenção. Cardoso disse que a influência da tecnologia nos negócios será cada vez maior. “A transformação digital vai passar por todos os negócios, com o crescimento da internet das coisas e da cibernética. Tudo isso vai aumentar a importância da inovação.”

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