Para dois CEOs, atuação voltada aos negócios é a principal competência de um RH

publicado 08/10/2015 15h24, última modificação 08/10/2015 15h24
São Paulo – Dados relevantes, recomendações, formação e gestão de profissionais chave são formas de contribuir
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Para os CEOs Fábio Costa (VMware, provedora de Cloud Computing) e Antônio Loureiro (Conquest One, serviços de TI), ter mentalidade voltada aos negócios – e não apenas para gestão de pessoal – é a virtude mais importante de uma área de Recursos Humanos. Os dois gestores afirmam que essa visão torna o RH um parceiro estratégico na organização.

“O dono do negócio se aproxima do RH quando vê nessa área um sócio em gestão de riscos. É o momento em que o RH acompanha o que está acontecendo e traz informações que o administrador não está vendo, para antever e mitigar riscos”, disse Costa, no comitê estratégico de Recursos Humanos (Médias Empresas) da Amcham – São Paulo da quinta-feira (8/10).

Loureiro também sente falta de profissionais de RH com visão abrangente e além da área de atuação, e disse que falta aos profissionais de RH buscarem conhecimento geral dentro das organizações. “Uma empresa precisa de pessoas que olhem para o negócio não só do lado humano”, afirma. E acrescenta que “quem ser presidente de empresa, tem que entender de gestão de pessoas. Da mesma forma, quem não entende de informações financeiras também não vai chegar lá.”

Do ponto de vista técnico, Loureiro considera que a capacitação de profissionais precisa incluir o desenvolvimento de competências para tocar projetos essenciais ao futuro, e não apenas aquelas necessárias ao dia a dia. “Acho importante o RH trabalhar mais no sentido de avaliar e formar um profissional dentro da perspectiva estratégica da organização.”

Costa disse que os gestores de pessoal se concentram muito em processos, e perdem de vista o objetivo principal da empresa: dar lucro. “Tomar uma decisão de risco pode ir de encontro a uma política interna de pessoal. O RH poderia entender que abrir uma exceção pode ser necessária, para o bem da companhia.”

Todo espaço tem que ser conquistado com competência e convencimento, acredita Loureiro. “A postura tem que ser de consultoria. Para o RH identificar oportunidades, tem que estar conectado o tempo inteiro a tudo o que se refere à sua área e ao mercado. Tem que haver envolvimento.”

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