Para Ricardo Tozzi, “a única faculdade que você tem que fazer é sobre você mesmo”

publicado 14/09/2018 14h17, última modificação 25/09/2018 11h47
São Paulo – Ator e ex-executivo da Amcham, Tozzi destaca que as melhores escolhas são feitas pelo coração

“A única faculdade, PhD ou MBA que você tem que fazer é sobre você.” A reflexão feita pelo ator e ex-executivo da Amcham Ricardo Tozzi resume a motivação que o fez trocar o escritório pelos palcos há alguns anos, e como é fundamental fazer escolhas “pelo coração”.

O ator iniciou sua carreira na Amcham como trainee até chegar ao cargo de diretor comercial em 2005. Tozzi voltou à Amcham-São Paulo na quinta-feira (14/9) para contar ao público do Comitê de Secretariado Executivo como foi a descoberta de um novo papel em sua vida. Também participaram Paulo Alvarenga, sócio da Crescimentum, e Bill Moraes, vice-presidente executivo da Franklin Covey Brasil.

Nos anos em que esteve na Amcham, Tozzi conta que se sentia realizado como executivo. “Ralava muito, trabalhava com amor e recebia muitas propostas de trabalho de outras empresas”, recorda-se. Que sempre recusava, porque, no fundo, se sentia incomodado pela ideia de passar os próximos anos na rotina dos escritórios.

A mudança de perspectiva profissional começou com uma dor de barriga que durou cerca de um ano. O diagnóstico do médico consultado foi stress, e Tozzi tirou as primeiras férias depois de anos de trabalho consecutivo.

A ideia era se desligar completamente do trabalho, e com isso Tozzi decidiu passar um mês em Nova York. Foi a chance de sair de um padrão repetitivo e rotineiro de vida, reflete. “No momento que saí daqui, tirei a pressão que tinha. Hoje, sinto que intuitivamente passei um mês em estado de meditação.”

A arte entrou em sua vida em outra de suas férias. Em Paris, Tozzi passava a maior parte do tempo visitando museus. Foi assim que decidiu pintar como hobby. Depois de três meses de curso, fez uma série de quadros que foi toda vendida em uma exposição.

Com o sucesso, descobriu que o mundo das artes poderia ser sua profissão e o teatro era sua verdadeira paixão. Em paralelo à carreira de executivo, Tozzi se preparou por alguns anos para atuar. “Fiz três anos de teatro sem contar para ninguém, mesmo namorada, mãe e amigos.” Assim que conseguiu um papel na TV, deixou a carreira de executivo.

A experiência de fazer o que se gosta foi reveladora e um “tapa na cara”, assinala. “O tapa na cara que levei do universo foi que você pode fazer o que quiser. Basta dar uma chance para você. Gosto de arte e toda mudança foi vindo gradualmente. Foi vivência, olhar. Querer enxergar.”

Escolha com o coração

Para Tozzi, seguir a intuição é o primeiro passo para descobrir a paixão que motiva as pessoas. Segundo o ator, sua vida como executivo era boa e não tinha motivos para se questionar. “Tudo que escolhi (na época) foi sabendo o que meu pai, o mercado e a sociedade achavam ser bons. Eu era todo certinho. Mas me dei uma chance para respirar e percebi que não tinha feito nenhuma escolha com o coração”, detalha.

A meditação é uma das dicas do ator para aguçar a intuição. “Meditem. A intuição é a coisa mais importante. Com isso, você vai entender o que o universo está falando para você.”

Propósito

Alvarenga, da Crescimentum, destaca a importância do pensamento positivo como ferramenta de transformação. “Se você quer um resultado, mude sua atitude e pensamentos em prol do que você quer atingir.” Moraes, do Franklin Covey, destaca que o sucesso está relacionado as escolhas certas de vida. “Não é sobre o que tenho que fazer, mas o que escolho fazer.”

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