Parceria entre financeiro e comercial ajuda empresa a crescer, defende CFO da Fox

publicado 24/11/2015 16h13, última modificação 24/11/2015 16h13
São Paulo – Equipe de finanças deve ser “parceira de negócio”, explica Dalmon Zapata
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Cada vez mais a equipe de finanças deve atuar junto a outros departamentos da empresa, fornecendo suporte. Trata-se do conceito de “parceiro de negócio”, que pede um perfil multidisciplinar desses profissionais, explica Dalmon Zapata, CFO da Fox.

Ele palestrou no comitê estratégico de Vendas e Distribuição da Amcham – São Paulo quarta-feira (18/11), sobre os benefícios dessa parceria. “Se a organização trabalhar junto, cresce. À medida que as organizações se feudalizam, provocam dano a si mesmas, deixam de ver o todo e não permitem que cresçam de maneira sustentável”, afirma.

O suporte de finanças deve ocorrer em função do maior conhecimento de negócio que a equipe possui, como os aspectos básicos de controle, estruturação de processos e ferramentas. Um dos exemplos práticos é o suporte de analytics à equipe comercial.

“O papel do financeiro é oferecer visão detalhada de tudo o que acontece nas operações, criar intersecção entre dados disponíveis fora e dentro da empresa para propiciar reflexão para a gestão”, detalha.

Na prática, isso permite à equipe comercial conhecer as informações por região e tamanhos de clientes e projetar os resultados. O executivo chama esse trabalho de “esforço cross funcional” com interesses comuns. Um dos reflexos, é a maior acuidade na abordagem, com maior nível de precisão e “elegância” na estratégia, no ponto de vista da execução. “Permite, ainda, a aprender rapidamente cm os erros”, comenta.

É natural que surjam desafios e pontos de conflito entre as duas equipes, adverte o executivo. “O homem comercial tem que trazer a perspectiva do cliente para dentro e o CFO tem de defender os indicadores”, cita.

Assuntos como flexibilização da política comercial quanto a prazos de pagamento e deterioração de ciclo de caixa passam a figurar como desafios, assim como gastos de viagens e entretenimentos de clientes, campanhas de marketing sem cálculo de ROI (retorno sobre o investimento), e contratação de mão-de-obra para incremento de produção sem reflexão cuidadosa sobre produtividade.

No entanto, a discussão deve ser administrada pelas equipes como parte do processo. “Essa tensão é natural e saudável, porque gera debate, reflexões e soluções. Sempre existirá esse conflito. Cabe aos líderes escolher uma solução entre os dois caminhos”, declara.

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