Perfil da secretária mudou e exigências agora são maiores

publicado 20/08/2013 17h07, última modificação 20/08/2013 17h07
São Paulo – O trabalho das assistentes precisa estar mais alinhado aos interesses dos gestores

Foi-se o tempo que a secretária era uma funcionária que apenas servia o café e atendia ao telefone. Cada vez mais elas precisam estar capacitadas e alinhadas com os objetivos das empresas. A afirmação é de Leandra Pisciotanno, gerente de Recursos Humanos e Secretarial & Office Support da Page Personnel. Ela participou, na quinta-feira (15/08), do Comitê de Secretariado Executivo, que aconteceu na Amcham-São Paulo.

Segundo a palestrante, os executivos que trabalham com as secretárias de forma mais direta ainda não enxergaram essa mudança de comportamento. “Hoje, a assistente não está voltada para a função administrativa, mas para a executiva. Por isso, ela precisa ter um olhar mais estratégico”, diz Leandra Pisciotanno.

Em outros países, como os Estados Unidos, os grandes executivos já perceberam que a secretária pode assumir uma função mais autônoma. “Ela pode atuar como uma office manager, ou seja, se envolver em mais áreas e cuidar da gestão do escritório e da empresa como um todo”, conta a consultora, que acredita ser necessário dar mais espaço para as assistentes de diretores e CEOs com o objetivo de atuarem como aliadas deles nas tomadas de decisões.

 O papel do RH

Para incentivar uma integração maior entre executivos e secretárias, o principal agente de mudança é o departamento de Recursos Humanos. De acordo com Leandra Pisciotanno, os profissionais de RH precisam impulsionar uma participação mais ativa do executivo no processo de recrutamento e avaliação do trabalho das funcionárias que os acompanham diariamente. “As secretárias precisam ter diretrizes claras sobre o que o executivo deseja”, explica.

Além disso, a palestrante aponta alguns requisitos técnicos e profissionais que são importantes para a eficiência do trabalho. “Hoje, as empresas procuram uma formação mais direcionada, não só para a área de secretariado, mas para a administração de empresas como um todo”, diz Leandra. No currículo, é essencial analisar as experiências anteriores e o processo de qualificação. “Se não é uma pessoa que entra e sai dos lugares e, essencialmente, tenha domínio do inglês e outros idiomas”.

Já na questão comportamental, o RH precisa ser criterioso nas avaliações. Segundo a consultora, é essencial que a secretária seja uma pessoa extremamente dedicada e proativa, ao colocar os interesses do executivo em primeiro lugar e saber analisar os dados e a agenda de forma dinâmica. “Ao marcar três reuniões, é preciso que a secretária tenha uma visão sobre qual é a principal, sem a necessidade de perguntar ao gestor”, explica a palestrante.

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