Personalização e conveniência: o que os CEOs do Google, Fleury, Rappi e Amaro adiantam sobre novos produtos

publicado 23/11/2018 17h25, última modificação 26/11/2018 08h26
São Paulo – Inteligência artificial aumenta assertividade na personalização de ofertas
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O que o cliente quer – e sempre vai querer – é acesso a produtos com menor custo e maior conveniência possíveis. E a chegada das tecnologias analíticas aumentou as chances de as empresas, independente de serem startups, pequenas ou grandes, lançarem produtos e serviços mais personalizados, afirma Fábio Coelho, CEO do Google.

“Com tecnologia, as empresas conseguem continuar sendo relevantes na vida das pessoas independente de serem novas, como a Amaro ou o Rappi, ou centenárias, como o Fleury, ou o Google, que tem 20 anos”, disse, no painel de líderes do Amcham Spark, evento de inovação da Amcham-São Paulo em 8/11.

Coelho mencionou as empresas que debateram com ele, representadas pelos CEOs Dominique Oliver (Amaro), Bruno Nardon (Rappi) e Carlos Marinelli (Fleury). Para o executivo do Google, o mérito das tecnologias é identificar melhor os hábitos de consumo e diferentes públicos.

“A tecnologia pode ajudar, sim, a tomar melhores decisões em relação a que tipo de produto, mensagem, oferta e abordagem você faz para grupos de pessoas que podem levar à construção de um negócio melhor. Estou falando de uma oferta mais inteligente e produto melhor desenhado, um canal de atendimento melhor”, argumenta o executivo.

No Google, a missão de organizar toda a informação do mundo vai ser melhorada com inteligência artificial, exemplifica Coelho. “Estamos tentando incorporar elementos de inteligência artificial e aprendizagem de máquina em todos os nossos produtos.”

Coelho cita o assistente pessoal Google Home Hub como produto criado a partir do desejo de conveniência. O aparelho permite ao usuário ativar e regular aparelhos domésticos inteligentes e executar comandos de voz do usuário – pesquisa de assuntos, agendar compromissos, programar aparelhos etc.

Além disso, o executivo disse que o aperfeiçoamento dos mecanismos de busca do Google é constante. “Somos curiosos por natureza. Antes, se pesquisava na internet informações sobre a compra de carro, por exemplo. Hoje, pesquisa-se tudo. Então queremos um processo de seleção melhor das informações.”

Estruturas personalizadas

No setor de serviços online, a startup Rappi quer agregar mais funcionalidades ao seu negócio. “Pensando no cliente, acredito que ele vai querer menos aplicativos no celular. Vemos que a tendência é existir superaplicativos, que vão trazer benefícios variados para o cliente final”, disse Nardon.

Um dos novos produtos da empresa é Rappi Pay, que permite a um grupo de clientes acionar o serviço para dividir uma conta de restaurante. Como atua em ramos diversos – alimentação, farmacêutico e entregas gerais –, o executivo vê a criação de dark kitchens e dark stores, pontos de venda ou centros de distribuição exclusivos para atender os pedidos feitos online. “Eles conseguem atender outras partes da cidade que antes não eram possíveis com uma estrutura centralizada”, afirma.

Na grife Amaro, a conveniência é vital para o negócio. A rede de moda feminina usa o conceito de guide shop, onde a cliente vai até a loja para experimentar as peças de interesse, mas não sai de lá com o produto comprado. Após pagamento, o pedido chega à residência horas depois.

Atualmente, a empresa leva até duas horas e meia para entregar um pedido – desde que feito até as 22h. “Se o cliente quer moda em até duas horas e meia, temos que desenhar nosso negócio para isso”, disse Oliver.

O que é crucial para a Amaro é oferecer uma boa experiência de compra, reforça o executivo. Na loja, a cliente quer entrar, provar e comprar. E receber logo em casa, detalha Oliver. Para melhorar a experiência, o executivo planeja reduzir o tempo de entrega e ampliar os canais de venda. “O e-commerce é apenas um canal da Amaro. Mas no futuro, tem que ser mais.”

Já o Fleury trabalha com o conceito de medicina personalizada. “Vamos viver mais de 100 anos e teremos cada vez mais medicina personalizada. O futuro é ter tratamentos específicos de saúde, conforme a constituição genética do paciente”, assinala Marinelli.

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