Pesquisa Amcham: desoneração da folha é medida do governo com mais impacto para negócios

por marcel_gugoni — publicado 09/10/2012 16h00, última modificação 09/10/2012 16h00
São Paulo – Sondagem junto ao empresariado indica que redução dos custos de energia também está entre ações mais bem avaliadas.
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A desoneração da folha de pagamento direcionada a um conjunto de setores é, das recentes medidas do governo brasileiro, a que tem efeitos mais significativos para os negócios, indica pesquisa da Amcham junto ao empresariado divulgada na terça-feira (09/10) na Business Round Up em São Paulo. Nada menos que 62% dos consultados dizem que essa ação tem alto impacto sobre suas companhias e 30% percebem médio impacto, totalizando 92% da amostra.

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O novo pacote de redução de custos de energia também é percebido como de alta relevância por 44% e de média relevância por 42%, perfazendo 86%.

Aparecem com avaliação predominantemente favorável ainda o Programa de Investimentos em Logística - Rodovias e Ferrovias, conhecido como PAC das Concessões (alto impacto para 29% e médio impacto para 43%), a alteração das regras de preços de transferência (alto impacto para 27% e médio impacto para 40%) e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns setores (alto impacto para 26% e médio impacto para 37%).

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Outras medidas têm menor nível de reconhecimento, alcançando uma parcela mais restrita de empresários que percebem seus efeitos. No caso, por exemplo, da aprovação da Resolução 72 no Senado Federal que estabelece uma alíquota única de 4% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para produtos importados em operações interestaduais, de forma a acabar com a guerra dos portos, a fatia dos consultados que enxergam apenas baixo impacto chega a 46%.

Dificuldades para evoluir em competitividade

A pesquisa da Amcham questionou o empresariado sobre as dificuldades que o Governo Federal enfrenta para solucionar os gargalos de competitividade do País. Na liderança, aparecem gestão e execução do orçamento (63%), seguidas de perto por excesso de burocracia (60%).

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Do ponto de vista da iniciativa privada, o excesso de burocracia (78%), a falta de clareza nos mecanismos de parceria pública-privada (57%) e a insegurança jurídica (34%) estão entre as grande barreiras para uma maior atuação na solução dos gaps nacionais.

Para a sondagem, a Amcham ouviu, em parceria com o Ibope, 214 altos executivos de empresas de variados portes em diversas regiões do País entre os dias 19 e 26/09. 

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