Picanha começa a ficar tão popular quanto caipirinha nos EUA

publicado 27/09/2013 09h36, última modificação 27/09/2013 09h36
Brasília – Rede Giraffas entra no nicho das redes casual fast do mercado americano
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Para o CEO da rede Giraffas, Alexandre Guerra, o desafio foi se instalar na terra dos inventores do fast-food e concorrer com redes que faturam bilhões de dólares. Para ele, a promessa de um retorno financeiro no maior mercado do planeta compensa o risco de se aventurar num terreno tão disputado. Guerra foi um dos painelistas do CEO Fórum de Brasília na quarta-feira, 24/09.

E está dando certo. Um gostinho brasileiro - arroz, feijão, farofa e vinagrete -  já começa a conquistar o paladar dos moradores da Florida. E os muitos brasileiros que passam por lá tem mais um lugar para matar as saudades de casa a um preço módico.

Antes de se lançar ao projeto Miami, a direção da rede Giraffas estudou bastante o mercado de fast-food nos Estados Unidos, que gira algumas dezenas de bilhões de dólares. Dados do NPD Group - Crest apontam que, em 2011, foram registrados cerca de 60,6 bilhões visitas de americanos às redes de fast food, para fazer algum tipo de refeição. Tanto tráfego gerou um faturamento de US$ 53 bilhões no ano de 2010. Além disso, 4% das visitas aos restaurantes é em redes de fast casual.

Mas é um mercado extremamente disputado: há um restaurante para cada 325 habitantes. E as redes de fast-food jogam o preço para baixo. O tíquete médio do consumo nas cadeias mais populares fica em U$4,00, enquanto o das redes de fast casual gira em torno de US$6,00 a US$ 12,00, em média. O Giraffas então descobriu o nicho das “fast casual”, um fatia menor no mercado americano das refeições, mas ainda assim milionário.

Além disso enquanto as redes mais tradicionais e que disputam preço e pressa não têm crescido, enquanto o nicho fast-casual, ocupado por muitas redes étnicas (mexicana, oriental, árabe), vem registrando crescimento perto de dois dígitos anuais.

Nessa categoria a rede recebeu este ano a 13ª colocação entre mais de mil concorrentes.  Nos restaurantes fast-casual  os clientes aceitam esperar um pouco mais pela refeição e pagam também um tíquete médio um pouco mais alto que nas redes fast.

As Giraffas começaram a entrar em Miami na Flórida, em 2011, onde já tem sete lojas. Alexandre conta que teve a ajuda da rede Fogo de Chão, que ganhou o gosto americano para a nacionalíssima picanha.  Aproveitando a onda, o Giraffas serve não só a picanha, mas também arroz e feijão, farofa. E  um sucesso surpreendente: o vinagrete.  As vendas da picanha em sua rede já respondem por 30% de todo o produto vendido pela rede.

A rede que fatura atualmente cerca de R$ 500 milhões pretende chegar a 10 lojas na Florida até o fim do ano ou no início do próximo. Depois, vai começar a testar outros estados dos EUA. Giraffas se junta a outras 26 franquias brasileiras já atuando na Flórida.

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