Planejamento orçamentário ‘base zero’ dá mais racionalidade à gestão de despesas

publicado 17/04/2014 15h50, última modificação 17/04/2014 15h50
São Paulo – Definir gastos a partir de custos mínimos é mais eficaz que atualizar orçamento passado
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Uma das formas mais precisas de definir planejamento orçamentário é começar do zero. “Um corte linear de custos pode tirar não apenas gordura, mas também músculos”, compara o consultor Marco Camargo, sócio da Heartman House, que participou do comitê estratégico de Finanças da Amcham – São Paulo na quinta-feira (10/4). Outro sócio da Heartman House, Youssif Abichabki, também esteve no encontro.

 “Quando uma empresa determina que todos os departamentos cortem 10% do orçamento corrente, não está sendo justa com áreas que já praticam gastos limitados”, detalha Camargo. Os dois especialistas falaram do orçamento base zero. Trata-se de uma ferramenta gerencial de controle orçamentário, que parte da premissa de que o planejamento de despesas tem que ser montado em cima de custos mínimos necessários de uma área ou departamento, em vez de atualizar orçamentos de exercícios anteriores.

Com a análise de custos, as vantagens do modelo são o de envolver a equipe, detectar gastos superdimensionados e identificar despesas pouco visíveis. Também permite ao gestor a definição de prioridades e flexibilidade para se atingir a meta orçamentária.

“Analisamos custos e despesas a partir de uma perspectiva zerada. No orçamento base zero, o corte sempre será nas despesas de menor prioridade”, afirma Abichabki.

Entre os obstáculos da ferramenta, estão o detalhamento orçamentário, que leva mais tempo para preparar do que o modelo tradicional, e a necessidade adicional de treinamento da equipe. “Por mais que o resultado final seja a manutenção do nível de despesas, o ganho na formação das pessoas é alto. As pessoas passam a entender o negócio de ponta a ponta, e que cada item gera resultados”, argumenta Abichabki.

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