Plano urbano para o Cais José Estelita trará avanços para a cidade, diz secretário

publicado 31/08/2015 15h23, última modificação 31/08/2015 15h23
Recife - Secretário municipal de Planejamento Urbano discutiu o polêmico plano urbano para a região em comitê Estratégico da Amcham
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Apesar de ser alvo de protestos de boa parte da população recifense, a aprovação do novo plano urbano para o Cais José Estelita (sancionado pela prefeitura do Recife em maio deste ano e que envolve o polêmico projeto Novo Recife) deve trazer progressos efetivos para a capital pernambucana. Entre os benefícios estariam a melhoria da mobilidade urbana, a entrega de espaços de convivência comum, além da preservação histórica. Pelo menos é isso que defende o secretário de desenvolvimento e planejamento urbano do Recife, Antônio Alexandre, que fez apresentação no Comitê Estratégico de Business Affairs da Amcham Recife na manhã da última quarta-feira (26/8), no Amcham Business Center.

Desde que um consórcio composto por construtoras anunciou a construção de um conjunto de empreendimentos imobiliários na área histórica do Cais José Estelita – parte central do Recife -, os debates acerca da melhor ocupação urbana para a região têm sido intensos. Constantes manifestações e ocupações foram feitas. O caso chamou a atenção inclusive da imprensa nacional e internacional.

Diante disso, a pressão popular levou a prefeitura a elaborar e sancionar a lei 8.138/2015, que definiu um novo plano urbano para a região, o qual vai do “pé” da ponte giratória até o quartel do Cabanga. A nova legislação, juntamente com negociações feitas com o consórcio de construtoras, resultou em significativas mudanças na concepção do Novo Recife. A nova versão do empreendimento imobiliário do consórcio atualmente está aguardando aprovação.

“O novo plano urbanístico para o Estelita é fruto das várias reuniões e audiências de que a prefeitura participou com diversos setores da sociedade, inclusive o OcupeEstelita”, diz o secretário. “Passa-se a imagem de que o projeto no Estelita foi autoritário e sem participação popular, o que não é verdade.”De acordo com ele, foram analisadas individualmente cada uma das 297 propostas da sociedade civil enviadas à prefeitura.

Dentre os destaques do novo plano urbanístico para aquela área, o secretário destacou que o parque ferroviário, incluindo os trilhos e a frente d'água, deverão ser destinados à implantação de parques públicos. Os planos para o sistema viário também foram modificados, com a implantação de nove vias no Novo Recife, em vez das quatro inicialmente previstas. Está prevista também a construção de um calçadão que interligue a Avenida Dantas Barreto ao Cais José Estelita. “A previsão de reservar pelo menos 20% da área dos empreendimentos para comércio e serviços é outro ponto que deve contribuir para a integração da área com a cidade”, complementa Antônio Alexandre.

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