Preparo para se lançar no mercado de capitais valoriza empresa

por andre_inohara — publicado 06/03/2013 17h27, última modificação 06/03/2013 17h27
São Paulo – Especialistas mostram que gastos prévios com assessorias tendem a ser recuperados rapidamente.
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O processo de adequação pelo qual as empresas que pretendem abrir capital – ou obter diferentes formas de financiamento – passa as valoriza perante seus diversos públicos e também tem impacto positivo sobre o valor do negócio, afirmam especialistas em prospecção de instituições da BM&FBovespa. Quanto mais governança corporativa e controle interno houver, menor é o risco que o mercado associa à companhia e mais resultados positivos ela tende a obter.

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“Os gastos [com assessorias] para listagem na bolsa são recuperados logo na captação de recursos”, afirma o especialista da BM&FBovespa Gustavo Benatti. Ele participou nesta terça-feira (05/03) de um workshop que marcou o lançamento do quarto ano de programa da Amcham que capacita empresas com alto potencial de expansão.

No processo de captação de recursos para garantir seu crescimento, as empresas necessitam comprovar sólida governança corporativa, se mostrando rentáveis e transparentes.

Para ofertar papéis na bolsa de valores – seja abrindo capital no Bovespa Mais ou no Novo Mercado da Bovespa –, a empresa se expõe a investidores nacionais e estrangeiros, à imprensa, ao sistema financeiro, aos fornecedores, a funcionários e a clientes.

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O Bovespa Mais é um segmento especial para empresas de pequeno e médio portes que queiram entrar no mercado aos poucos. Já o Novo Mercado, que envolve maiores valores prospectados, requer um padrão mais elevado ainda de governança corporativa. Companhias listadas nele, por exemplo, só podem emitir ações com direito de voto (ações ordinárias).

“A empresa mostra ao mercado como opera e faz dinheiro. Estar listado na bolsa tem um marketing gratuito. A empresa é vista na China, no Brasil e nos veículos especializados, ganha mais credibilidade institucional. Quanto mais ela se mostra, mais mitiga o risco”, exemplifica o especialista da BM&FBovespa Renato Issatugo.

Perpetuidade do negócio

Como essa preparação requer ações específicas de auditoria externa, assessoria financeira, adequação jurídica e informações sistematizadas sobre todas as atividades, a instituição reforça sua estruturação para perpetuar o negócio.

“Uma das regras do mercado de capitais brasileiro, por exemplo, é a formação do conselho de administração, ampliando as chances de acerto na gestão, já que o administrador não está mais sozinho [na função]”, destaca Issatugo.

Por consequência, fica mais fácil, por exemplo, preparar sucessões, além de haver impacto sobre a valoração do negócio (valuation). “Muitos empresários não têm noção real do valor do negócio que ergueram e essa auditoria permite identificá-lo, o que evita perda de dinheiro em uma negociação. Por outro lado, se a administração é bagunçada, há mais riscos e perda de dinheiro”, cita Issatugo.

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