Projeção da LCA: PIB cresce entre 2,5% e 3% em 2017

publicado 09/09/2015 15h38, última modificação 09/09/2015 15h38
São Paulo- Perspectiva é de queda da inflação já em 2016, o que vai repercutir na melhoria do sentimento do consumidor
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O futuro não deve ser tão nebuloso para o Brasil, de acordo com as perspectivas mostradas por Fernando Sampaio, Sócio da LCA. A projeção da consultoria é de que o PIB do País em 2017 fique entre 2,5% e 3%. Ele participou na quarta-feira, 09 de setembro, da reunião do Comitê Estratégico de Vendas e Distribuição na Amcham-São Paulo.

Para ele, alguns aspectos desta retomada do crescimento já poderão ser vistos no ano que vem.

“2016 vai ser muito difícil. Péssimo como em 2015? Pouco provável. A luz no fim do túnel é o câmbio. A gente já sentiu o gosto ruim do câmbio subindo que é a inflação. O lado gostoso que é ficar mais competitivo, ainda vamos ver”, diz.

Sampaio explica que apesar do crescimento baixo, inflação alta e um cenário político enfraquecido, tem muito investidor estrangeiro comprando ativo do Brasil.

“Está barato”, afirma.

No vídeo abaixo, o Sócio da LCA comenta  a possibilidade da perda do grau de investimento. 

 

Queda da inflação

A consultoria ainda aposta que a inflação deve cair para patamares de 5,5% em 2016. “Isso ajuda muito a renda e a confiança do consumidor. A renda porque o dinheiro derrete mais devagar no bolso”, explica.

O economista da  LCA ressalta que não deve haver racionamento de energia no ano que vem.“O preço da energia no mercado livre desabou, porque já está sobrando. Isso é falta de demanda. Há ainda o efeito do El Niño, que provoca muito mais chuva para o sul, o nos dá uma perspectiva de reservatório subindo e desativação de térmicas”, analisa.

O fenômeno atmosférico que Sampaio se refere muda os padrões dos ventos a nível mundial e também o regime de chuvas. As previsões do CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) são de que o El Niño continuará forte até o ultimo trimestre de 2015, com previsão de precipitações normais e acima do normalidade para toda região sul do Brasil e no extremo sul de Mato Grosso e de São Paulo. Isso melhora as previsões para as safras brasileiras e piora para os concorrentes, como Austrália e Estados Unidos.

“Uma outra boa notícia é que parte das concessões que o governo anunciou meses atrás começa a virar obra no segundo semestre do ano que vem. porque é interesse do investidor”, acrescenta.

Cenário internacional

Numa visão a médio e longo prazo, especificamente até 2017, a LCA avalia que os Estados Unidos estarão liderando o crescimento, a China também continuará avançando, mas não mais a dois dígitos, e também haverá uma continuidade da recuperação da economia europeia. Segundo Sampaio, as condições da economia global poderão não ajudar, mas também não será impeditivas para a recuperação do Brasil.

“A solução será basicamente doméstica”, acrescenta. A recuperação dependerá da redução das incertezas políticas e do sucesso dos ajustes econômicos.

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