Respeitar colaboradores e seguir valores aumenta produtividade nas empresas

publicado 25/05/2016 09h12, última modificação 25/05/2016 09h12
São Paulo – Pesquisa da LRN revela que empresas de auto-governança conseguem melhor resultado de negócios
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De acordo com uma pesquisa global da consultoria LRN, empresas que ouvem seus colaboradores e respeitam valores tem apresentado índices superiores de produtividade e inovação do que as outras, de acordo com Michael Eichenwald, vice-presidente mundial da LRN. “Companhias mais humanas e que operam em linha com seus propósitos e valores estão com melhor desempenho dentre as companhias que crescem ao redor do mundo”, afirmou, no comitê estratégico de Finanças da Amcham – São Paulo realizado na terça-feira (24/5).

A LRN é responsável pela edição anual do How Report, levantamento realizado em diversos países para entender como a cultura de governança e liderança afeta o desempenho das companhias. A pesquisa de 2016 foi realizada com 16 mil funcionários de empresas sediadas em 17 países, incluindo o Brasil, e revelou que as empresas estão adotando novos padrões para os negócios.

A porcentagem de Organizações de Auto-Governança, que enfatiza valores, propósitos e liderança moral (não impositiva), aumentou de 3% em 2012 para 8% em 2016. A primeira edição da pesquisa foi realizada há quatro anos, e classificou as organizações em três padrões administrativos: as de auto-governança, as que se baseiam em regras e as autocráticas ou de obediência cega. Entre 2012 e 2016, o índice de empresas orientadas para regras aumentou de 54% para 62%, mas as autocráticas caíram de 43% para 30%.

Em contrapartida, empresas de auto-governança obtiveram os melhores desempenhos da pesquisa. Dados da LRN mostram que elas lideraram os rankings de resultado de negócios, satisfação do cliente, nível de inovação, imagem corporativa e denúncias de conduta imprópria.

Para Eichenwald, a mudança de padrão de governança é uma realidade na qual as empresas deveriam aderir espontaneamente, e não quando são pressionadas. “Passamos muito dos últimos vinte anos desenvolvendo sistemas e processos que apoiavam empresas que não eram focadas em valores e propósitos, mas apenas em resultados. Agora vivemos em um mundo onde as empresas necessitam buscar esses dois fatores para conseguir o mesmo resultado que já viram antes.”

Dar autonomia e confiança são ações essenciais para conquistar os colaboradores, segundo o executivo. “Empresas que descobrem como se conectar plenamente com os funcionários serão capazes de colher a vantagem daquele capital humano.”

 

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