Responsabilidade social é diferencial competitivo nas empresas

por marcel_gugoni — publicado 23/03/2012 12h17, última modificação 23/03/2012 12h17
Curitiba – Incentivar os funcionários ao voluntariado e promover campanhas de doações são sugestões para companhias que desejam iniciar trabalho social.
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A responsabilidade social é um diferencial competitivo no mercado. A empresa que incentiva o trabalho voluntário e contribui com causas sociais é capaz de trazer resultados positivos para a própria organização, diz Márcia Engel, fundadora da D+eficiente e membro do Conselho Consultivo do Instituto HSBC Solidariedade.

Em um mercado onde os produtos e marcas são semelhantes em qualidade, volume e características, a empresa que mostra um diferencial em seu trabalho institucional sai na frente, afirma ela.

“Hoje em dia tudo é avaliado nas empresas. A qualidade e os produtos são muito semelhantes em vários países, a consciência das empresas passa a ser o diferencial”, afirmou. Ela participou nesta terça-feira (20/03) do Encontro de Mulheres da Amcham-Curitiba.

Trabalho voluntário

Uma pesquisa realizada no fim de 2011 mostrou que 25% dos brasileiros dizem ter feito pelo menos uma vez na vida algum trabalho voluntário. Desses, 11% fazem regularmente. O resultado do estudo da Rede Brasil Voluntário e do Ibope Inteligência mostrou que o universo de voluntários no Brasil é de 35 milhões de pessoas.

Nas empresas, esse diferencial aparece como reconhecimento. “A moeda do trabalho voluntário é o reconhecimento, já que as empresas e toda a equipe precisam reconhecer aquilo que é feito para que isso impacte positivamente”, aponta Márcia.

E o trabalho social surge de várias formas: empresas que desejam iniciar alguma forma de trabalho social podem realizar campanhas de doações. “São instrumentos extremamente eficientes de voluntariado e têm sucesso garantido.”

De acordo com a palestrante, o trabalho feminino foi essencial na consolidação do terceiro setor no país. Hoje, no entanto, com a estruturação do trabalho voluntário, um maior número de homens atua com voluntariado.

“As ONGs hoje em dia funcionam como qualquer empresa. Elas têm estrutura, metas, planejamento, equipes. Isso desperta o interesse tanto de homens como de mulheres.”

Márcia é fundadora da D+eficiente, ONG (organização não governamental) que auxilia no cumprimento dos direitos de pessoas com deficiência em Curitiba e região. Para ela, as ONGs deixaram de focar em trabalhos meramente assistencialistas e passaram a focar no que o setor público ainda não consegue garantir.

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