Retenção de talentos começa na contratação

por giovanna publicado 03/03/2011 18h17, última modificação 03/03/2011 18h17
Recife – Oferecer aos funcionários expectativas de carreira reais e manter um relacionamento próximo com os gestores são chaves para conservar equipes.
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O principal prejuízo para uma empresa quando é preciso repor um funcionário está relacionado aos custos de desenvolvimento, seja do profissional que está deixando seus quadros e no qual foram investidos recursos e tempo para que pudesse ocupar a posição, seja do novo colaborador, que terá de ser preparado para a função. O caminho para evitar essas perdas no atual cenário de disputa por talentos é pensar na retenção já no processo de contratação, aconselha Luis Delfim, vice-presidente da Amcham-Recife e da Coca-Cola Guararapes.

“A retenção de um talento começa na contratação. Neste momento, geralmente as pessoas são avaliadas pelo conhecimento técnico e não pelo lado comportamental, quando o comportamento é o que faz toda a diferença na permanência de um funcionário, assim como no clima de trabalho. O que vemos nas empresas é que se admite pelo conhecimento técnico, mas se demite pelo comportamento. O ideal é fazer um processo de contratação que analise valores e tente projetar como o indivíduo se comportará na organização. Este é o primeiro passo para trazer a pessoa certa para um cargo”, analisou Delfim, que foi o convidado especial do comitê estratégico de Gestão de Pessoas da Amcham-Recife nesta quinta-feira (03/03).

Para o executivo, é essencial evitar dar ao funcionário perspectivas de carreira irreais. Ele destaca que muitas vezes é preferível perder um bom candidato por prometer menos do que outra companhia a admitir alguém que logo estará frustrado.

Os programas de trainee, um dos principais caminhos de contratação de novos talentos, são vistos por Delfim como oportunidades para mostrar aos jovens as possibilidades concretas do mercado. “A maioria desses programas cria uma expectativa exagerada. Acredito que é preciso mostrar ao jovem que ele terá desenvolvimento, que a empresa proverá muito mais do que uma carreira, oferecendo a primeira oportunidade, a primeira mão”, comentou. Nesse sentido, o executivo defende que se mostre ao jovem que é possível crescer na organização, mas dentro de um horizonte de tempo razoável.

 

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