Retenção de talentos e qualificação são prioridades em 2012, dizem executivos comerciais e de marketing

por marcel_gugoni — publicado 19/03/2012 11h42, última modificação 19/03/2012 11h42
São Paulo - Em 2012, 31% das empresas dizem que a retenção é sua maior prioridade, enquanto 21% querem dar foco aos treinamentos.

O mercado de trabalho aquecido faz a guerra de talentos ficar cada vez mais acirrada. Em 2012, ao menos 31% dos executivos das áreas comercial e de marketing das empresas dizem que a retenção de talentos é sua maior prioridade no que toca a recursos humanos, enquanto 21% querem dar foco aos treinamentos ao negócio visando a capacitar seus times. Os dados são de pesquisa da Amcham, que ouviu 387 profissionais de marketing e vendas durante o seminário Perspectivas Comerciais 2012, em fevereiro na Amcham-São Paulo

Parte dos resultados do estudo já havia sido divulgada em fevereiro, mostrando o otimismo do empresariado. Veja agora informações inéditas. 

Os participantes da pesquisa indicaram, por exemplo, qual será o maior foco de suas companhias no ano que se inicia: comercialização (39%), expansão (25%) e inovação (16%) lideram, seguidas por gestão (11%) e gente (9%). 

Com relação especificamente a gestão, os executivos dizem que a prioridade em 2012 estará em produtividade e processos visando a aumentar a competitividade do negócio (37%). O relacionamento comercial (33%) e a gestão de pessoas (25%) apareceram em seguida no ranking. A gestão financeira ficou com 6% das respostas. 

No que diz respeito a gente, 31% das empresas devem priorizar em 2012 a retenção de talentos, 21% querem dar foco aos treinamentos ao negócio visando a capacitar seus times e 17% apontam o mapeamento e desenvolvimento de competências como saídas para qualificar sua mão-de-obra. Outros 14% apontaram a atração de talentos como prioridade, 12% apostaram na criação de modelos de avaliação de desempenho, bonificação e remuneração variável e 5% desejam qualificar melhor sua mão-de-obra técnica. 

Quanto à inovação, criar uma cultura de novas ideias (44%) e buscar as melhores práticas e soluções para os problemas (44%) são as prioridades para este ano. A busca por parcerias estratégicas com universidades ficou com 13% dos votos.

Vendas e oportunidades 

Os entrevistados responderam à pergunta “como as vendas da sua empresa irão se comportar em 2012 se comparadas com 2011”. Houve um empate positivo entre as respostas: 22,2% dos presentes disseram esperar um aumento de 10% a 15%, enquanto o mesmo percentual previu um avanço de 15% a 20% nas vendas. Outros 17,6% apontaram uma projeção de crescimento superior a 20%. 

Outros 22,6% preferiram manter projeções mais conservadoras, embora ainda otimistas, com aumentos entre 5% e 10% nas vendas. A estabilidade e o crescimento pequeno (inferior a 5%) foram a aposta de 10,1% dos ouvidos. 

Uma fatia pequena (5,3%) indicou acreditar em queda propriamente dita, entre os quais 3,3% veem retração superior a 15%. 

Uma segunda questão abordou as oportunidades de expansão de negócio. A prioridade das empresas para 2012 é a estruturação e a preparação para o crescimento (59,5% dos entrevistados escolheram essa opção), seguida de acordos de identificação e desenvolvimento de parcerias comerciais (23,7%) e pelo conhecimento de novos mercados, acordos e políticas comerciais e programas de incentivo à exportação e/ou importação (11,1%). 

As oportunidades de internacionalização e a obtenção de recursos financeiros foram apontados como prioridade por 2,7% dos respondentes, enquanto a abertura de capital é o maior foco para 0,6%. 

Foco comercial 

Em relação ao foco comercial, as empresas querem dar mais atenção à busca de novos clientes e à abertura de novos canais de vendas e distribuição (46,1%). Outras optam por inteligência da informação e transformação desse conhecimento em ações (19,7%), melhoria de atendimento e relacionamento com os clientes (15,8%) e qualificação da força de vendas (7,7%). 

As demais respostas abordaram o desenvolvimento de alianças e parceiros comerciais (5,6%) e a avaliação das políticas comerciais e precificação (4,9%).

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