Risco operacional é o mais relevante para as empresas, segundo pesquisa da Amcham

por andre_inohara — publicado 17/07/2012 10h06, última modificação 17/07/2012 10h06
São Paulo – No Seminário ‘Gestão de Riscos Corporativos’, da Amcham, executivos opinaram sobre os principais desafios da área.
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O gerenciamento do risco operacional é a principal preocupação dos executivos que participaram do Seminário ‘Gestão de Riscos Corporativos’ da Amcham-São Paulo. No evento que se realizou em 12/07, 25,7% dos profissionais presentes apontaram o risco operacional como o mais relevante para a empresa. A amostra de pesquisados girou, em média, em torno de 140 executivos.

O risco operacional é entendido como a probabilidade de uma empresa sofrer perdas decorrentes de falhas de processos internos, pessoas ou eventos externos.

Outros riscos relevantes foram os de reputação e os de compliance (adequação às leis), que foram votados por respectivos 18,6% dos presentes. Parte do público votante também direcionou suas escolhas para os riscos de mercado [mudanças das condições setoriais que afetam todas as empresas] e estratégico [potencial de perdas causado por modelos específicos de crescimento], que receberam 15% dos votos cada.

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Modelo de gestão de riscos

Para administrar todos os riscos inerentes à atividade empresarial, as empresas preferem montar estruturas próprias de gestão. Cerca de 33% das empresas responderam que têm um departamento exclusivo responsável pelo controle de perdas potenciais, mas 24% dos participantes disseram que a gestão de risco é tocada por uma área da organização ligada ao tema, como a Auditoria Interna.

Aproximadamente 22,5% dos executivos responderam que suas empresas não realizam ações nesse sentido, enquanto 20,5% revelaram não ter um departamento exclusivo, mas que “todas as áreas do negócio realizam ações pontuais de gerenciamento de riscos”.

Veja aqui: Empresa que não gerencia risco paga mais ao deixar problema se materializar, dizem executivos

As dificuldades e desafios

Além disso, cerca de um terço dos respondentes (32,2%) apontou o desenvolvimento de uma cultura de gerenciamento de riscos como a maior dificuldade que a empresa encontrou para iniciar o programa dentro da empresa. Outros 18,2% responderam que integrar essa prática junto às principais áreas de negócio da empresa foi a parte mais difícil.

Questões ligadas à identificação de processos e modelos mais adequados ao perfil da empresa (16,8%), convencimento da alta gestão para o tema (14%) também figuraram entre os itens mais lembrados pelos participantes.

Para desenvolver a gestão de risco nas empresas, 23,3% disseram ser preciso gerar ações efetivas para mitigar os riscos inerentes ao negócio. No entanto, desenvolver uma visão de médio e longo prazos, bem como ampliar o foco para além da área financeira, são dois grandes desafios que receberam, respectivamente, 22% dos votos dos profissionais.

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