Robotização automatiza processos financeiros e aumenta produtividade de equipes, segundo Deloitte

publicado 25/10/2017 16h24, última modificação 25/10/2017 16h28
São Paulo – Equipe terá papel mais estratégico e menos operacional nas organizações

As novas tecnologias vão impactar o setor de finanças de todas as organizações. Segundo Ronaldo Fragoso, sócio-líder de Clientes e Mercado da Deloitte, a robotização está cada vez mais presente nas áreas administrativas e financeiras, e isso é algo extremamente positivo para a organização. A tendência é que o uso de robôs automatize diversos procedimentos realizados pelas equipes: em um minuto, uma máquina é capaz de realizar a mesma quantidade de trabalho que uma pessoa faria em 15 minutos.

“Temos que olhar como podemos nos aproveitar disso. A automação de atividades de pouco valor agregado vai transformar nossa produtividade, porque vamos ter que gastar nosso tempo com outras coisas. Isso não significa que vai tirar empregos, e sim eliminar coisas que não agregam para a gente fazer coisas que tem alto valor agregado”, explicou, durante o V CFO Fórum da Amcham – São Paulo, realizado no dia 19/10.

Com isso, o CFO vai migrar para papeis mais estrategistas e menos operacionais dentro da empresa. Segundo uma pesquisa realizada pela Delloite, isso já é esperado pelos CEOs. Os presidentes esperam que as lideranças financeiras passem cerca de 70% do tempo atuando como catalisadores (parceiro das demais áreas de negócio) e estrategistas e o restante do tempo como controladores e operadores de processos. A mesma pesquisa mostra que hoje a divisão do tempo desses profissionais é de 50/50.

O especialista avalia que, infelizmente, o nível de preparação e atualização das empresas para receber tais tecnologias ainda é muito baixo. Segundo a Delloite, 38% dos executivos de finanças tem receio sobre os investimentos necessários para a implementação destas novas tecnologias e 29% dos executivos de finanças dizem não ter uma equipe de finanças preparada para conduzir a transformação digital. A inovação digital apresenta novos desafios como volume de dados (estruturados ou não), ciclos de negócios mais curtos e restrição de talentos.

Fragoso cita a dificuldade de contratação atualmente. As competências requeridas para os cargos mudaram significativamente nos últimos anos. “Temos mudado o processo de contratação e encontramos muito mais dificuldade de contratar do que no passado. Trabalhar com os times financeiros mudou significativamente e vai mudar mais ainda”, reitera.

Como tendências de ferramentas para o setor, ele cita tecnologias: armazenamento em nuvem (cloud), Processamento In-memory, Blockchain, computação cognitiva e analytics avançado, com uso de IoT e Big Data para antever problemas e oportunidades.