Rock in Rio: Brasil é promissor para indústria de entretenimento

por daniela publicado 06/12/2011 14h32, última modificação 06/12/2011 14h32
Daniela Rocha
São Paulo - Além da edição do mega festival de música já marcado para 2013, outros projetos da marca serão realizados no País, informa Raul Azevedo, diretor comercial da empresa.
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A indústria de entretenimento conta com um cenário promissor à sua expansão no Brasil, analisa Raul Azevedo, diretor comercial do Rock in Rio. Além da próxima edição do mega festival de música já marcado para 2013 na cidade do Rio de Janeiro, haverá diversificação de projetos da marca no País, diz Raul Azevedo, diretor comercial da empresa.

“O setor tem muitas possibilidades relacionadas aos grandes eventos esportivos da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016, assim como existem diversos festivais de música mundiais que estão se aproximando do País. O Rock in Rio, que saiu por dez anos do Brasil, voltou agora e não foi por acaso. O Brasil é um terreno fértil para o entretenimento, pelo momento econômico e pela vontade política”, disse Azevedo, que participou nesta terça-feira (06/12) do comitê de Marketing da Amcham-São Paulo.

Entre as novas apostas, estão a entrada no mercado de peças musicais  com o Rock in Rio Musical, que deverá ficar em cartaz por quatro meses em São Paulo, com início em setembro de 2012 e, depois, por mais quatro meses no Rio de Janeiro, em 2013. A empresa também pretende produzir um concurso de Street Dance, modalidade de dança de rua que teve origem nos Estados Unidos, com etapas ao longo de três meses e transmissão televisiva.

Em 2013, a marca também estará presente com diversas ações no Carnaval. O Rock in Rio foi escolhido como tema do enredo da escola de samba Mocidade Independente.

Para a próxima edição, o festival de música, no Rio de Janeiro, já conta com 20 mil pessoas que adquiriram o Rock in Rio Club, um cartão de associação que assegura a compra do ingresso em 2013.

Ação global

O Brasil é um importante alvo nos próximos anos; contudo, o Rock in Rio prosseguirá com sua atuação internacional, buscando novos mercados. “Pretendemos estudar oportunidades em outros países na Europa, nas Américas e por que não, nos Estados Unidos”, afirmou Azevedo.

Os festivais já confirmados em 2012 serão em Lisboa (Portugal) em maio, e em Madrid (Espanha) em junho. No mês de outubro também de 2012, a Argentina receberá o evento. Para 2014, o Rock in Rio retornará à Europa e irá para o México. Já em 2015, a ideia é produzi-lo na Argentina e no Rio de Janeiro.

Case de sucesso

O modelo de negócios do Rock in Rio tem sido considerado um case de sucesso por especialistas em marketing. “Trabalhamos com o tripé produção de eventos, mídia e patrocínios”, explicou Azevedo. Segundo ele, toda a campanha de divulgação é estruturada para começar um ano antes do evento. 

No Rock in Rio 2012, que ocorreu entre o fim de setembro e o inicio de outubro, reunindo um público de 100 mil pessoas a cada dia de evento para 14 horas de shows diários, foram investidos R$ 60 milhões em mídias variadas sobretudo as de massa, como rádios e jornais de grande circulação, além de parcerias com a Rede Globo e com o canal por assinatura Multishow (Globo), que receberam metade desse recurso.

Nas mídias digitais, o trabalho foi feito em site e blog oficiais, redes sociais, incluindo o You Tube, com a produção de vídeos oficiais, após acordo com os artistas, para facilitar a retirada de vídeos ‘piratas’ e de baixa qualidade.

Quanto aos patrocínios, foi fechada uma cota master com o banco Itaú no valor de R$ 12 milhões e outras cinco principais com valores de R$ 7 milhões cada, referentes a Heineken (cervejaria), Trident (goma de mascar), Claro (telefonia móvel), Volkswagen (montadora) e Coca-Cola (refrigerantes), além de sete outros contratos com na faixa de R$ 4,5 milhões cada.

O Rock in Rio aproveitou para atuar no licenciamento de mais de 350 produtos, entre camisetas, bonés, chaveiros, bolsas, colares, brincos etc, com preços entre R$ 14,95 e R$ 3 mil. Outros licenciamentos foram efetuados por companhias parceiras como a Coca-Cola, que lançou uma latinha do refrigerante comemorativa, e a Volkswagen, que colocou no mercado linhas especiais do Gol e do Fox.

O município do Rio de janeiro investiu R$ 40 milhões e o Rock in Rio outra parcela desse valor na construção da Cidade do Rock. Sem contar a venda de ingressos, o festival movimentou na região RS 870 milhões em serviços, turismo e comércio na cidade e proporcionou a geração de 15 mil empregos diretos. 

Apelo Sustentável

Com o slogan ‘Por um Mundo Melhor’, o Rock in Rio realiza esforços em sustentabilidade, comentou o diretor comercial, Raul Azevedo. De acordo com ele, na parte ambiental, a empresa busca realizar a compensação total da emissão dos gases causadores do efeito estufa e aposta na reciclagem de materiais diversos.

Quanto ao aspecto social, cada edição do festival abraça uma causa, que é eleita junto aos governos locais. No caso do Rock in Rio 2012, no Rio de Janeiro, o objetivo foi arrecadação de instrumentos musicais para equipar entidades que usam a música como mecanismo de transformação social, beneficiando crianças e jovens carentes.

“Usamos o poder da nossa marca, os nossos recursos de comunicação e engajamos também as patrocinadoras para que façam parte de um movimento, de uma causa social. Marketing social não é filantropia falsa, é verdade. Essas ações fazem o bem”, finalizou.

 

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