Secretárias executivas ganham autonomia e assumem perfil estratégico junto a lideranças

por marcel_gugoni — publicado 28/11/2012 17h27, última modificação 28/11/2012 17h27
Porto Alegre – Essas profissionais hoje também atuam na gestão do negócio, avalia Virgínia Resem, secretária-executiva da Braskem.

Em um ambiente mais competitivo e globalizado, o perfil clássico da secretária já não se enquadra na gestão das companhias. A profissão conquistou destaque e acumula uma crescente gama de responsabilidades, colocando as secretárias em papel de relevo em muitas corporações, com maior poder de decisão e maior influência sobre a liderança.

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Virgínia Resem, secretária executiva da Braskem, acredita que o antigo modelo está desatualizado. Ganha espaço uma gestão interdependente da função, tanto com responsabilidade de gestão e liderança como interação entre equipes e tecnologias. É um papel estratégico. 

“A secretária, hoje, também gere o negócio”, afirma Virgínia, que participou na terça-feira (28/11) do comitê de Secretariado da Amcham-Porto Alegre. “Para a empresa crescer em meio a todas as mudanças atuais, é importante repensar a forma de ver cada profissional, entre eles a secretária. Hoje se fala até em secretários, pois homens também estão assumindo essa função.” 

Qualificação e retenção 

Seguir o novo padrão implica em mais do que dinamismo – acarreta mudança na imagem da própria instituição, já que evidencia que a empresa está se modernizando. A nova visão, ao apostar fortemente no material humano, também contribui para uma menor rotatividade.

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Uma maior retenção dos profissionais contribui para desenvolvimento, aprofundamento do conhecimento sobre a empresa e o cenário econômico. Também evita gastos com recontratação. 

Oferecer formação e subsídio em estudos para que o profissional se enquadre às necessidades do negócio são ferramentas que vão ao encontro da atual demanda do mercado. 

Os gestores que ainda têm profissionais sob o antigo modelo de secretariado e que quiserem apostar na atual dinâmica devem arriscar. Além de oferecer oportunidades de qualificação, precisam confiar mais nos secretários delegando novas tarefas, aponta Virgínia. 

“O líder deve ser capaz de enxergar as capacidades de cada colaborador, estar aberto e incentivar desafios. Apostar em novas tarefas, mesmo que em um primeiro momento não sejam vistas como ligadas ao secretariado, potencializa as capacidades este colaborador.” 

Estudo continuado 

Quem busca esta carreira nunca deve parar de estudar, orienta a secretária da Braskem. Isso significa que é importante ampliar os conhecimentos, seja com formação em outras áreas quanto com idiomas e cursos técnicos.

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“Há muitos cursos que podem ser feitos, dependendo do desejo do profissional. Eu, por exemplo, sempre adorei idiomas, por isso, além da graduação em secretariado, estudei inglês e completei pós-graduação em marketing, o que fez muita diferença para a carreira.” 

“Um curso que acho muito interessante é o de gestão de pessoas. Ele tem sido bastante procurado por quem deseja seguir na área de secretariado executivo, porque oferece uma visão muito boa da função”, explica. 

O perfil pessoal também ajuda: detalhes como estar sempre de bom humor e mostrar empenho e dedicação são diferenciais para a área.

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