Startup usa plataforma de rede social para avaliar empregadores e ajudar jovens a escolher vagas

por simei_morais — publicado 10/06/2013 11h21, última modificação 10/06/2013 11h21
São Paulo – Modelo de negócio foi apresentado em comitê que discutiu o perfil dos jovens talentos
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O formato de negócio da 99jobs é uma mostra do perfil dos jovens talentos que as organizações estão buscando. O assunto foi discutido no comitê estratégico de Gestão de Pessoas da Amcham – São Paulo, quinta-feira (06/06).

A startup de vagas de emprego oferece um novo modo de busca por colocação, invertendo o processo. “Com a gente, é o usuário [do site da empresa] que busca a empresa, não o contrário”, afirma Eduardo Migliano, um dos sócios.

Usando o conceito de redes sociais, a empresa disponibiliza uma plataforma em que o público não apenas busca empregadores, como os avalia. É possível verificar, no site, a quantas anda a reputação das companhias julgadas pelos usuários.

De março, quando foi colocado no ar, até o início de junho, o site já tinha mil usuários. “Nesta última semana, após sairmos numa reportagem [na grande imprensa], conseguimos mais mil”, afirma Bárbara Teles, responsável pelo relacionamento institucional da nova empresa.

Os dois são parte de um grupo de amigos que se uniu para o projeto. Eles contam que ambos eram insatisfeitos com as seleções tradicionais. O grupo inicial, de quatro integrantes, participou de 66 processos para mapear o conceito deles – foi dessa leitura que criaram o protótipo baseado em redes sociais, focado na comunicação com o público-alvo.

“Antes, a seleção de programas de estágio e trainee tinha esse modelo feito por psicólogos. Hoje, se contratam empresas de pesquisa para seleções individuais. Amanhã, será feito por big data”, cita Migliano. “É nas comunidades que esses jovens vão ser avaliados, pelas competências e pelo que já fizeram, não mais pelo nome do lugar onde estuda”, completa.

Competências já testadas

Esse formato, que apresenta as avaliações das empresas feitas por quem já trabalhou nelas ao mesmo tempo em que o jovem pode ser identificado por suas próprias competências, “casa” com o engajamento que as empresas buscam, na retenção de talentos, diz o sócio. “Se a causa não estiver clara, ninguém engaja”, define.

Para Migliano e Bárbara, não há nada mais natural nesse modelo, considerando as características da geração da qual eles mesmos fazem parte. Dizem que, se as gerações anteriores viam nas bandas de garagem apenas um lazer, a atual vê nos “empreendedores de garagem” (como Bill Gates e Steve Jobs) a inspiração do que querem fazer para “a vida toda.”

“Nossos pais ficavam num emprego porque tinham de manter a família; hoje existe uma visão consciente e se fica [no emprego] para fazer diferença na sociedade, por isso a transparência [nas organizações] se tornou must have”, comenta Migliano.

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