Sucesso de coaching é maior quando clima organizacional favorece

publicado 25/06/2014 15h57, última modificação 25/06/2014 15h57
São Paulo – Muitas empresas só recorrem ao treinamento dos profissionais quando o ambiente está se deteriorando
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Quando as vendas estão aquecidas e o clima organizacional é harmônico, há mesmo necessidade de investir em treinamento do gestor? No comitê estratégico de Diretores Comerciais da Amcham na quarta-feira (25/6), o consultor Guilherme Rego, da Elevartis, responde que sim.

“Se está tudo bem, as empresas raramente falam em dar coaching. Mas essa é a melhor hora para investir no aprimoramento do gestor, porque a chance de sucesso é maior do que em tempos de dificuldades.” É quando o profissional se sente motivado e produtivo, afirma Rego.

No processo de coaching, o coach (treinador) incentiva o coachee (treinando) a atingir um objetivo profissional por meio de reflexão, estudo de opções e aprimoramento de competências pessoais.

Em tempos difíceis, o profissional se torna mais resistente. Ele alega não ter tempo ou disposição para se dedicar ao auto-aprimoramento porque tem que priorizar a entrega de resultados, argumenta Rego.

“É um momento onde os executivos apresentam forte resistência emocional ao treinamento. Nessa etapa, é preciso ganhar a confiança do coachee deixando claro que o processo é de reflexão, e não de consultoria.”

O especialista acrescenta que, em casos extremos de crises motivacionais ou de mercado comprometedoras, o coaching é inócuo. “Nessa fase, até a própria equipe estará desmotivada em termos de resultado, e o tempo é curto para a recuperação. O melhor para a empresa é rescindir o contrato do gestor e oferecer recolocação de mercado.”

Como o profissional de vendas sofre muita pressão organizacional e de mercado, é preciso monitorar constantemente o desempenho, identificar as causas e agir rapidamente para solucionar as questões.

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