Tecnologia muda negócios na área da saúde

publicado 26/09/2014 15h15, última modificação 26/09/2014 15h15
São Paulo – Axismed aposta em medicina preventiva e Doctors Way foca em rede social só para médicos
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A tecnologia está transformando a relação entre empresas de saúde, profissionais e usuários doentes e saudáveis, de acordo com os empreendedores que participaram do comitê de Saúde da Amcham – São Paulo na quarta-feira (24/9).

A Axismed acredita que a popularização dos dispositivos móveis dará novo impulso aos cuidados pessoais com a saúde. “As tecnologias de mobile e wearable (vestíveis) vão revolucionar o processo”, afirma Fábio Abreu, diretor executivo da Axismed. A empresa desenvolve e administra serviços de medicina preventiva para operadoras de planos de saúde, indústrias farmacêuticas e mercado corporativo.

“Com os aparelhos móveis, dá para se ter a forma ideal de prevenção. Ela acontece no momento em que o usuário tem interesse, tempo e disponibilidade. E o novo relógio da Apple [com sensores que captam as variações corporais e pulsação durante o sono] é apenas um recurso pré-histórico do que está por vir em tecnologias vestíveis”, continua.

Para Renato Vieira, CEO da Doctors Way, as redes sociais ampliaram o espaço para troca de conhecimentos e relacionamentos, o que inclui ambientes virtuais exclusivos para profissionais. “A necessidade do médico de discutir casos clínicos mais graves com doenças associadas, que necessitam de especialistas distintos, me fez questionar se a consulta a uma junta médica também não poderia ser feita online”, recorda o médico.

Abreu listou algumas tendências que devem nortear o mercado de saúde nos próximos anos:

1. Evolução acelerada dos dispositivos tradicionais (pulseiras e relógios inteligentes) para os wearable – roupas e palmilhas com sensores que captam as variações corporais e as informações podem ser acessadas nos dispositivos móveis. “É a área que mais recebe investimentos em saúde”, diz Abreu.

2. Fortalecimento do conceito do PHR (sigla em inglês para Registro de Saúde do Paciente) – a chegada de gigantes de tecnologia, como Apple, Samsung e Google, na cadeia de saúde, vai mudar a forma como as informações médicas serão disponibilizadas. Graças à tecnologia de nuvem, os usuários terão acesso a exames e históricos clínicos em tablets e celulares, podendo gerir melhor os cuidados com a saúde. “A informação médica será das pessoas, e não dos prestadores”, segundo Abreu.

3. Evolução das empresas de GDC (Gestão de Doenças Crônicas) para GSP (Gestão de Saúde Populacional) – impulsionados pela tecnologia, os tratamentos de saúde vão migrar dos doentes crônicos para ações preventivas junto à população. “Empresas de assistência médica estão conseguindo identificar o perfil regional do público, para oferecer serviços personalizados. O mesmo deve ocorrer com a rede pública de saúde.”

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