Com globalização, viagens corporativas ganham espaço nas empresas

por andre_inohara — publicado 11/05/2011 14h14, última modificação 11/05/2011 14h14
São Paulo – Internacionalização das empresas aumenta o fluxo de viagens corporativas, e tecnologias de gestão integrada e mobilidade ajudam a otimizar resultados
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A presença cada vez maior das empresas nos mercados internacionais torna a administração de viagens corporativas um setor cada vez mais estratégico para os negócios.

“O foco da movimentação de pessoas não está mais na redução de custos, mas no quanto elas trarão de resultados”, afirmou Carol Ann Salcito, presidente da consultoria de viagens corporativas Management Alternatives, que participou nesta quarta-feira (11/05) do comitê de Viagens da Amcham-São Paulo.

Com isso, as empresas investem cada vez mais em integração de ferramentas de reservas de passagens e hotéis e também buscam produzir relatórios gerenciais sobre esses aspectos.

“Centralizar tudo em um sistema agiliza o processo de escolher a transportadora aérea, a estadia e os centros de eventos”, disse Carol.

Com uma central de viagens, a empresa tem acesso rápido aos fornecedores mais usuais e seu histórico de serviços prestados. “Quando se tem informação armazenada, fica mais fácil negociar condições melhores”, observou.

Aposta na tecnologia para diferenciação

O aumento da mobilidade corporativa está transformando os serviços de viagens em commodities, comentou Ron di Leo, diretor executivo da Associação de Executivos de Viagens Corporativas dos Estados Unidos (ACTE, na sigla em inglês).

Diante da padronização de serviços, as empresas investem em tecnologias móveis – celulares, tablets e notebooks – para ganhar rapidez.

"Por uma pequena tarifa, o executivo pode remanejar sua viagem a partir de seu aparelho móvel, sem precisar acionar a central de viagens da empresa. Ele pode tomar decisões que não aumentarão o custo da companhia”, afirmou Leo.

Realidade brasileira

Especificamente com relação ao Brasil, o que se percebe é que o mercado de viagens corporativas está ficando mais seletivo, de acordo com o diretor da agência de viagens corporativas HRG, Augusto Mori.

“Nossos clientes querem fornecedores mais proativos e que ofereçam serviços inseridos em seu fluxo de negócios”, salientou Mori.

 

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