Tecnologias de videoconferência criam experiências realísticas e ajudam a reduzir gastos de viagens

publicado 24/09/2013 16h32, última modificação 24/09/2013 16h32
São Paulo – Reuniões presenciais não estão ameaçadas, garantem especialistas do setor
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As tecnologias de telepresença estão oferecendo imagens cada vez mais nítidas, o que permite aos participantes de uma conferência online vivenciar experiências próximas da realidade. De quebra, elas ajudam a disseminar a prática de reuniões não presenciais nas empresas e ajudam a economizar gastos com viagens corporativas e o tempo dos participantes.

“O vídeo está transformando os negócios. Hoje, 75% dos CIOs (principal executivo de tecnologia) ou líderes de empresas indicam que é importantíssimo ter tecnologia de vídeo para juntar especialistas em momentos críticos”, afirma Marcos Omura, diretor de engenharia da Cisco.

Omura esteve no comitê de Viagens & Mobilidade Corporativa da Amcham – São Paulo, ocorrido na terça-feira (24/9), para falar das potencialidades abertas pelas ferramentas de Virtual Meetings. Ele explicou que a internet foi a responsável pela criação de uma cultura colaborativa online, que caracteriza as novas gerações de profissionais (nascidos a partir da década de 1980).

Ao mesmo tempo, a grande interatividade dos jovens trabalhadores transformou a necessidade de trabalho no mesmo ambiente físico. “O usuário atual tem comportamento diferente dos profissionais da geração anterior. Ele prefere trabalhar com seus próprios dispositivos, em qualquer hora e lugar”, comenta o executivo.

A produtividade ganha com as conferências virtuais

As soluções de telepresença conseguiram aumentar a produtividade de seus clientes. Entre os clientes da Cisco, Omura conta que o HSBC economizou US$ 600 mil mensais com viagens. Com a telepresença, a Volskwagen montou um programa mundial de atualização no treinamento de reparos de peças que reduziu em 50% o tempo dos consertos.

A petrolífera Statoil, por exemplo, leva duas semanas para solucionar problemas nas suas plataformas de alto mar, em vez dos dois meses anteriores. “Antes, a Statoil tinha que levar um mecânico para a plataforma e torcer para que o problema fosse consertado. Com acompanhamento remoto, a tomada de decisões ganhou agilidade e os diagnósticos ficaram mais precisos”, conta Omura.

O realismo é obtido com projetores e alto falantes que produzem imagem e som de alta definição, permitindo aos participantes visualizar seus interlocutores como se eles estivessem de fato na mesma sala. “É possível até perceber a reação física dos demais participantes”, acrescenta Omura.

Servidores de alta capacidade de processamento e compartilhamento de arquivos online fazem parte do pacote, permitindo a troca e armazenamento de informações durante os encontros.

A telepresença não vai acabar com as viagens

Apesar da popularização das teleconferências, as viagens corporativas não estão ameaçadas. “Não se pode fazer reunião virtual para tudo. Como motivar, por exemplo, uma equipe em um encontro à distância?”, indaga Raffaele Cecere, diretor da empresa de serviços audiovisuais R1 Solutions.

Por mais avançada que seja, toda tecnologia é um apoio à gestão, e funciona melhor quando os cursos não envolvem grande nível de interação pessoal. “É impossível imaginar um curso de medicina ou clinicar alguém à distância”, exemplifica.

No futuro, o realismo deve aumentar. A indústria de TI (Tecnologia da Informação) trabalha no desenvolvimento de imagens holográficas em 3D, disse Cecere. “Imagens com alta nitidez poderão ser projetadas de baixo para cima, dando a ilusão de presença”, comenta Cecere. Até lá, as reuniões presenciais continuarão ocorrendo com enorme freqüência.

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