Todos os funcionários podem contribuir para o corte de gastos

publicado 12/08/2013 16h30, última modificação 12/08/2013 16h30
Porto Alegre – Além do setor financeiro, outras áreas precisam se empenhar
eduardo-bezerra-3946.html

Se a empresa quer cortar gastos, precisa mobilizar todas as áreas. Para Eduardo Bezerra, diretor da consultoria Exection, esse é o primeiro passo para replanejar o orçamento e definir quais custos podem ser eliminados. “O segredo é ter um controle cruzado, onde todos ajudam na tomada de decisões e no rumo da organização”, diz o consultor em gestão empresarial, que falou no Comitê de Finanças, realizado na sexta-feira (02/08), na Amcham-Porto Alegre.

Na prática, funciona como uma gestão compartilhada. Em vez de deixar somente a cargo da área financeira o controle de todos os gastos, cada coordenador fica responsável por fazer um planejamento dos custos que traga economia para seu setor. “Os dados serão cruzados por dois olhares diferentes, com mais sugestões de cortes necessários”, argumenta Bezerra.

Para o palestrante, quanto maior a participação de todos, maior será a quantidade de sugestões para garantir uma economia. Hoje, o departamento financeiro é visto como um espaço separado, desconexo do resto da empresa, e isso impede o setor de fazer um planejamento mais eficiente dos gastos. “A área financeira não pode ser vista apenas como números, mas como um órgão participativo. É preciso desmistificar essa imagem”, alerta o consultor.

Passo a passo
A partir do momento que o controle dos gastos torna-se uma responsabilidade de cada gestor, é preciso definir algumas metas. A primeira delas é identificar quais são os gastos essenciais e acessórios, ou seja, aquilo que é determinante e o que, de alguma forma, poderia ser evitado. “Isso depende da empresa. Em uma companhia grande, custos de telefonia poderiam ser cortados, já, no caso de um call center, telefone é um gasto crucial”, conta Eduardo Bezerra.

Muitas vezes, pequenos detalhes podem fazer a diferença. Trocar lâmpadas e interruptores para um acendimento automático, utilizar videoconferência em reuniões menos urgentes ou diminuir o consumo de papel, dando preferência aos documentos digitais. Todas essas iniciativas podem representar um grande impacto no processo que Bezerra define como “estancar” os gastos.

O segundo passo é “replanejar”. Após definir o que e onde eliminar despesas, é preciso orientar todos os funcionários e gestores sobre as novas diretrizes da governança corporativa. “É como se a empresa começasse do zero e, dessa forma, pudesse eliminar vícios que não eram necessários para aquela organização”, diz Bezerra.

Por fim, é preciso “voltar ao rumo certo”. Essa terceira etapa é definida, principalmente, pela criação de um regime rigoroso para o fluxo de caixa. Ou seja, tanto o departamento de finanças como todos os outros precisam monitorar de forma criteriosa o corte dos gastos. “Dessa forma, criamos um sentimento de ownership, em que as pessoas também se sentem donas da empresa e querem contribuir para o crescimento dela”, pontua o especialista.

registrado em: