Trabalhar em casa exige disciplina e cumprimento de regras

publicado 13/06/2014 09h06, última modificação 13/06/2014 09h06
São Paulo – Empresas podem monitorar carga horária e definir quem está habilitado para o home office
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Para a consultoria PwC, a prática do home office não pode ser adotada indiscriminadamente pelas empresas, sob risco de perda de produtividade e até questionamentos judiciais.“(Home office) Só vai funcionar se tiver regramento claro e cultura estabelecida. Tem que ser assim até que o funcionário se acostume ao fato de que trabalhar em casa não significa fazer o que quiser”, define Marcel Cordeiro, sócio de Impostos e Trabalho da PwC, que participou do comitê estratégico de RH da Amcham – São Paulo na quarta-feira (11/6).

Com tecnologia de monitoramento remoto, a empresa consegue saber quanto tempo, quais horários e de onde o funcionário acessou o sistema. “De pijama ou não, o colaborador precisa estar logado a partir da hora inicial de seu expediente até o final”, acrescenta o consultor.

Vanessa Carvalho, gerente de Impostos e Trabalho da PwC que também participou do comitê, acrescenta que políticas bem definidas para trabalho remoto devem conter limites de atuação e também os deveres dos funcionários. “Políticas formais norteiam as empresas na hora de definir limites, deveres e o que pode ser flexibilizado.”

Remotamente, a empresa também pode saber quanto tempo o funcionário ficou inativo no sistema. Cordeiro disse que o uso da tecnologia é uma forma de medir a assiduidade e produtividade do colaborador, além de documentar o cumprimento da carga horária obrigatória. “O regramento do home office é tão importante, que o TST (Tribunal Superior do Trabalho) leva sua existência em conta na hora de proferir uma sentença”, detalha Cordeiro.

O consultor também disse que os critérios de home office tem que levar em conta a conveniência para ambas as partes – empregado e empregador – e a seletividade.

“Salvo equipes que operam em longas distâncias e cargos de confiança, o home office não deve ser estendido a toda a empresa”. Para ele, a troca de informações in loco e a interação com colegas continua sendo parte essencial do funcionamento das organizações.

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