Transparência no relacionamento e uso de TI alteram mercado de terceirização de serviços

publicado 30/04/2014 14h54, última modificação 30/04/2014 14h54
São Paulo – Disponibilidade de informações e parcerias mais estreitas melhoram gestão de processos

Quando as empresas decidem terceirizar e compartilhar serviços, não querem somente reduzir custos, afirma Adalberto Leidenfrost, diretor da consultoria Accenture. Segundo ele, “o objetivo é identificar oportunidades de negócios baseados em informações analíticas e processos tecnológicos”.

No comitê estratégico de Supply Chain da Amcham – São Paulo realizada em 24/4, o executivo explicou que ferramentas de TI (Tecnologia da Informação), como sistemas gerenciais e operacionais mais poderosos, e o relacionamento mais transparente com os mudaram a forma como as empresas lidam com a terceirização de atividades.

“O processo de BPO (sigla em inglês para Terceirização de Processos de Negócios) tem que ser olhado de maneira mais holística [como um todo]”. Outro ponto apontado por Leidenfrost é que a gestão de BPO está mais colaborativa e transparente.

“Há mais governança, com as empresas tendo mais abertura sobre os processos a serem terceirizados.” O terceiro ponto é a gestão de mudanças. “Elas sempre têm impacto significativo na organização, então precisam ser bem conduzidas.”

Transparência corporativa

A conduta ética das empresas foi o tema apresentado por Denis Jacob, gerente sênior de Commercial Assurance na Becton Dickinson (BD) para a Europa e América Latina. Usando dados do jornal Valor Econômico, Jacob disse que a corrupção no Brasil consome 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto) anual, ou R$ 95 bilhões, sendo que aproximadamente um terço desse montante – cerca de R$ 27 bilhões – são investidos no Brasil para o combate à corrupção.

Jacob disse que a BD tem um código interno de conduta que também é replicado nos negócios com fornecedores e parceiros. Entre as diretrizes, consta que os distribuidores, agentes e intermediários “estão proibidos de entregar, prometer ou oferecer qualquer coisa de valor à um funcionário público visando obter ou manter negócios ou quaisquer outras vantagens indevidas.”

Ainda segundo o executivo, empresas com programas anticorrupção e normas éticas reduziram significativamente a incidência de corrupção e “perderam menos oportunidades de negócios em comparação a empresas sem esse tipo de programa.”

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