Unimed: verticalização é positiva, mas investimento demora a ser recuperado

publicado 31/10/2010 13h01, última modificação 31/10/2010 13h01
Porto Alegre - Levantamento analisa tendência de oferta de serviços próprios, incluindo hospitais e laboratórios.

Levantamento da Unimed ao longo da última década sobre a tendência de verticalização das operadoras de saúde – ou seja, investimento em serviços próprios, incluindo hospitais, laboratórios, centros de imagem e fisioterapia – mostra que 90% dos membros da rede nos estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul que aderiram a essa estratégia levaram cerca de cinco anos para recuperar os recursos aplicados. Walter Ney Junqueira, presidente da Unimed Criciúma e integrante do Conselho de Administração da Unimed Santa Catarina, contudo, ressalta os benefícios e a necessidade desse tipo de investimento.

“Apesar de exigir muito capital, a verticalização hospitalar proporciona que os planos de saúde sobrevivam no mercado e melhorem o atendimento prestado ao paciente. Os equipamentos de saúde vivem uma fase de robotização e aplicações tecnológicas e os hospitais que não evoluírem junto ficarão fora do contexto”, afirmou Junqueira, que participou do comitê de Saúde da Amcham-Porto Alegre na última quarta-feira (29/09).

Em Santa Catarina, cinco operadoras da Unimed já investiram em serviços próprios; no Paraná, também cinco; e no Rio Grande do Sul, oito. “É uma tendência que se repete nas Unimeds acima de 50 mil usuários”, justificou Junqueira.

 

Tecnologia

Para o presidente da Unimed Criciúma, o investimento em verticalização e em novas tecnologias para a área de saúde é percebido em todo o globo. Ele revela, entretanto, que, em visitas a Europa e América do Norte, notou por lá as mesmas dificuldades encontradas aqui.

“Apesar de serem mais organizados e possuírem mais recursos para investir em tecnologia, eles também não conseguem suprir a alta demanda, apresentam pequena oferta e filas de espera, e efetuam procedimentos sem necessidade”, disse.

 

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