Vantagens do processo de fusões e aquisições pautaram Ciclo de Decisões de Finanças da Amcham

publicado 27/10/2015 14h24, última modificação 27/10/2015 14h24
Recife - Especialistas discutiram o assunto sob a ótica da gestão e da parte jurídica, além de trazer cases
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Pela aritmética tradicional, 1+1=2. Porém, de acordo com o diretor na HIG Capital, Marcelo Cecchetto, para que as fusões empresariais valham a pena, o resultado deve ser no mínimo 3. “O processo é bastante trabalhoso e há muitos riscos envolvidos. É preciso que a transação vise a um crescimento exponencial", disse Marcelo Cecchetto.  

Essas e muitas outras discussões sobre fusões e aquisições, além de estratégias financeiras para o fortalecimento dos negócios, pautaram o Ciclo de Decisões de Finanças, realizado pela Amcham Recife na tarde do último dia 22/10, no Hotel Courtyard Marriot, em Boa Viagem.

Segundo Cecchetto, a fusão de empresas é uma forma de sociedade a longo prazo, que traz diversas vantagens. “Um sócio pode ser útil porque tira o peso de tomar decisões fundamentais dos ombros de uma única pessoa, além do que os sócios não vão pedir o dinheiro investido de volta no curto prazo, como fazem os bancos.”

Outra vantagem apontada para se realizar fusões e aquisições foi comentada pelo sócio líder da área de Fusões e Aquisições da Deloitte Brasil, Reinaldo Grasson: “é um modo de obter sinergias e economia em escala, além de possibilitar a entrada em novos mercados.” Ele acredita que é preciso manter-se em mente que as crises são momentos cíclicos e que os interessados em fusões precisam estar preparados para quando a crise passar, mantendo processos de governança corporativa adequados.

O Ciclo de Finanças da Amcham Recife também contou com um case de sucesso no ramo de aquisições empresariais: a Oncoclínicas do Brasil, que adquiriu várias clínicas de oncologia ao redor do país. Para seu sócio fundador, Marcelo Guimarães, se cercar de uma equipe de profissionais qualificadas é essencial para o sucesso e a manutenção dos negócios. “São as pessoas que fazem as companhias darem certo ou não.” Ele também apontou a necessidade de procurar negócios com “preço justo”. “Se você quiser tirar vantagem em toda negociação, dificilmente vai fechar bons acordos.”

Os aspectos jurídicos das fusões e aquisições também foram discutidos no ciclo. O advogado Alexandre da Fonte, sócio fundador do escritório de advocacia que leva o seu sobrenome, discutiu a importância de se ater aos detalhes dos contratos desde a fase de negociação até a celebração em si do contrato. Conforme o especialista, diversos pontos precisam ser levados em conta, como a forma pela qual os conflitos posteriores serão resolvidos, como se dão as formas de comunicação, entre outros.

Lidando com a crise

O diretor financeiro da Baterias Moura, Tiago Tasso, foi outro nome presente no palco. Embora a crise também tenha afetado o mercado de sua empresa, ele comenta que o aumento da produtividade tem regido a gestão da companhia. “É importante também ser ágil no momento de tomar decisões para não perder o timing da ação.”  

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