Varejo tradicional e online se complementam e agregam no relacionamento com cliente

por giovanna publicado 18/11/2010 15h11, última modificação 18/11/2010 15h11
Porto Alegre – Uma marca precisa ter as duas palataformas para dar um suporte completo ao consumidor, defende consultor.
varejo_materia.jpg

Projeção da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) aponta para uma expansão do e-commerce no Brasil próxima a 40% em 2010, ritmo acelerado que vem se mantendo nos últimos anos e tende a continuar nos próximos. Para especialistas, esse movimento não canibaliza o comércio tradicional. Pelo contrário, os meios virtual e presencial se complementam e devem ser desenvolvidos pelas companhias para garantir um relacionamento cada vez mais qualificado com o cliente.

“O Brasil possui muito campo para investir no comércio online, visto que 26% da população têm acesso à Internet. Ainda assim, o e-commerce não substituirá a experiência de uma loja física, onde o consumidor pode tocar, cheirar, sentir o produto. Uma marca precisa ter as duas palataformas para dar um suporte completo ao cliente”, afirmou César Iguatemi Pfeifer, sócio diretor da consultoria empresarial Pfeifer&Associados, nesta quinta-feira (18/11), durante o comitê de Marketing da Amcham-Porto Alegre.

A maior vantagem do e-commerce, de acordo com Cristiano Rosa, da agência Grafia, que desenvolve projetos de e-commerce e relacionamento online entre marcas e clientes, está em poder atingir o público em todo o território nacional e até mesmo em âmbito mundial. “No momento em que uma marca está online, deixa de ser regional e pode atender o consumidor que deseja comprar um produto e não tem uma loja próxima para atendê-lo”, explicou.

Rosa lembra que o e-commerce não traz apenas benefícios. Entre as responsabilidades, estão oferecer suporte rápido para o cliente virtual e investir em uma comunicação eficiente. “Se a pessoa se sente segura e confortável em ser atendida pelo site, a resistência com relação à compra online acaba”, destacou.

O mercado

Desde o início da década, o faturamento nacional de comércio eletrônico sobe significativamente no País. Passou de R$ 549 milhões em 2001, data do primeiro registro, para R$ 10,8 bilhões em 2009. No período, os chamados e-consumidores saltaram de pouco mais de um milhão de pessoas para 17,2 milhões. Para 2010, a expectativa é que o segmento movimente torno de R$ 15 bilhões.

Quando comparado aos vizinhos da América Latina, o Brasil aparece em posição privilegiada. Responde por 60,8% do consumo online total na região, superando México (12%) e Chile (5%).

Os produtos mais vendidos online no Brasil são livros e assinaturas de revistas e jornais; saúde,beleza e medicamentos; eletrodomésticos; informática e eletrônicos. Os e-consumidores se concentram na faixa etária entre 35 e 49 anos e têm renda de R$ 1.000,00 a R$ 5.000,00, sinal de que classes C e D também já estão inseridas neste mercado.

 

registrado em: