“Empresas precisam inovar para não sumirem do mercado”, afirma especialista da EXEC

publicado 31/01/2018 14h00, última modificação 31/01/2018 14h42
Campinas – Love Mondays, Betalabs e Monsanto falaram sobre importância das transformações digitais na criação de lideranças ágeis
Campinas

Palestrantes ressaltaram a cultura como fator chave para garantir a competitividade das organizações

Para Marcus Giorgi, sócio da EXEC, não é possível falar sobre as novas tendências de liderança sem antes entendermos a era digital, grande protagonista de todas as mudanças recentes no mercado. “A transformação digital dita as regras. É preciso se reinventar e inovar para, no mínimo, garantir que sua empresa não suma do mercado”, avaliou.

Na era digital, afirmou Marcus, os líderes devem ter respostas rápidas e pensar de forma colaborativa, de modo que consigam unir os colaboradores, elaborar uma solução e testá-la, tudo sem precisar estabelecer um processo em cascata - assim nasce a liderança ágil. “A agilidade do líder está ligada à capacidade que ele tem de entender os problemas da empresa e junto com sua equipe, fornecer soluções práticas com foco no resultado”.

A liderança e a criação de uma cultura ágil, segundo Marcus, serão os pontos determinantes para garantir a vida e a competitividade de empresas no mercado digital: “As empresas de hoje não competem com outras que oferecem um serviço um pouco melhor, elas competem com empresas que geram soluções para problemas que elas criaram”.

Além de Marcus compuseram o painel de discussões Priscila Zuine, relações públicas da Love Mondays, Felipe Cataldi, CEO da Betalabs e André Souza, líder na América do Sul da área de gestão de talentos e desenvolvimento da Monsanto. Abaixo você confere os principais insights do encontro:

Priscila Zuine - Love Mondays

“Transparência é o que vai cada vez mais ditar as regras do jogo”

“Reconhecer e valorizar mais as pessoas, ter planos de carreira e desenvolvimento transparentes e ter processos bem estruturados, são os três conselhos para CEOs que mais aparecem no Love Mondays. As tecnologias mudaram o modo como as pessoas conversam, elas são mais acessíveis, e as pessoas querem ver isso dentro das empresas também”.

“É muito simples falarmos sobre mudanças e lideranças ágeis, mas não estamos fazendo os passos mais simples - ouvir as pessoas. E devemos pensar sobre isso”

Felipe Cataldi - BetaLabs

“Mesmo no segmento mais tradicional existem demandas internas do próprio cliente que exigem inovação, então por mais que ele não goste a inovação será a alternativa para o problema que ele tem”

“Diferente de uma empresa tradicional, nós, que somos startup, já nascemos com essa cultura de agilidade, pois nascemos na era digital, tudo sempre foi muito natural nos processos, nunca nem passou pela nossa cabeça elaborar um projeto em forma de cascata, sem nos reunirmos e discutirmos os pontos e trabalharmos nos pilotos juntos, totalmente por tentativa e erro”

André Souza - Monsanto

“Uma das coisas que dificulta a agilidade das empresas é que temos barreiras de aceitação das ferramentas, principalmente tecnológicas, que surgem. Precisamos aceitar isso e começar a trabalhar com antecedência para termos diferenciais competitivos tanto na gestão quanto no desenvolvimento de pessoas”

“O novo universo transforma vários processos de pessoas, desde a aquisição de talentos, pela escassez de talentos digitais, e principalmente começar a contratar pessoas com o perfil para o qual a empresa quer ter e ser daqui a 10 anos”

“A questão do engajamento está relacionada com metodologia ágil, com a quantidade de desafios que você dá para seu colaborador gerando desenvolvimento para ele. Fazer o colaborador entender que ele está aprendendo algo novo a cada dia e isso vale muito mais hoje em dia do que a remuneração, por exemplo”