A inovação prospera na ruptura – e será uma estratégia competitiva diante do novo normal

publicado 29/06/2020 11h47, última modificação 29/07/2020 18h09
Brasil - Fabio Rua enxerga o momento como uma oportunidade de ‘dar um reboot no cérebro, na economia e nas relações’
Fabio Rua IBM inovação e transformação em empresas no novo normal

“O novo normal não será nada normal, mas será uma oportunidade de virar a chave no cérebro, na economia e nas relações. É a chance de dar um grande reboot”, afirma Fabio Rua, Chefe de Assuntos Governamentais da IBM

O pecado mortal das empresas é parar no tempo e achar que sempre está com a situação sob controle. O mundo corporativo está recheado de tendências, novidades estão sempre aparecendo e o comportamento do consumidor está constantemente sofrendo alterações. Nos dias de hoje, especialmente diante do novo normal, inovar não é mais uma opção: é uma imposição do mercado.

Ao optar por não investir na criação de novos produtos, processos e modelos de negócio, muitas companhias não apenas perdem seu espaço no mercado, como também fecham as portas. Kodak, Blockbuster, Nokia, Xeroz – são apenas algumas das gigantes que, quando resolveram inovar, já é tarde demais. Essa poderia ser também a história da IBM, que revolucionou o mercado de computação na década de 1960, mas viu seu negócio declinar com o advento dos computadores domésticos. Ao invés de insistir em uma fatia do mercado a qual não era mais capaz de competir, a multinacional de tecnologia decidiu se reinventar.

Hoje em dia, a IBM é uma referência em software corporativo. “Não é porque uma companhia foi criada para fazer determinar atividade que ela precisa morrer fazendo isso. Para se manter competitiva nesse mundo complexo, nós já estamos passando pela 4ª reinvenção”, conta Fabio Rua, Chefe de Assuntos Governamentais e Regulatórios da IBM na América Latina, em nosso webinar "A Inovação como Estratégica Competitiva”, realizado em 25/06.

 

EMPRESAS NÃO SOBREVIVEM SEM INOVAÇÃO

A inovação é estado móvel – as empresas não são inovadoras, elas estão inovadoras – e, muitas vezes, o ecossistema é mais importante do que companhias específicas. A IBM percebeu isso e há anos seleciona scale-ups e as plugam na companhia para criar novas soluções e retroalimentar sua cadeia de novação. Além disso, a multinacional busca cocriar inovações com seus parceiros em suas garagens de inovação.

Na área de educação corporativa, a empresa vem aprimorando o sistema de educação de seus colaboradores, que completam 40 horas por ano de estudo no ‘My Learning’, com o intuito de estimular o conhecimento e formar os jovens que vão comandar os negócios nos próximos anos.

Da mesma maneira que a IBM, a Puratos também aposta na inovação e na colaboração para sobreviver no setor B2B. “Você não consegue inovar em nada se não consegue entender o que o cliente precisa. Por isso, criamos o Innovation Day e o Inspiration Day, onde desenvolvemos produtos e negócios em parceria com os nossos próprios clientes”, conta Simone Torres, CEO da companhia no Brasil.

Mesmo com um projeto de inovação consolidado, a companhia decidiu não investir tanto na digitalização neste ano. Com a chegada da pandemia, os planos mudaram e a Puratos precisou rever sua estratégia para focar seu investimento no que poderia trazer mais lucro. O resultado foi a criação de uma nova plataforma para auxiliar os pequenos negócios, onde os empreendedores podem vender seus produtos sem intermediários, e o treinamento de funcionários para utilização de novas tecnologias.

 

REBOOT NA VIDA E NA SOCIEDADE

Apesar dos impactos negativos causados pela pandemia, especialmente nos pequenos negócios, Fabio Rua enxerga o momento como uma oportunidade de ‘dar um reboot no cérebro, na economia e nas relações’. “O século XXI está praticamente começando agora e há três elementos que vão norteá-lo: criatividade, emoções e aceleração. É a chance de transformar nossos trabalhos e nossas vidas. Há desafios, não estou minimizando o problema, mas ele precisa nos dar a capacidade e energia para continuar. É ela que será o motor para os próximos séculos”, diz.

A inovação prospera na ruptura – e, na Tera, o reboot já foi dado. A escola, que ajuda pessoas e organizações a navegarem na Economia Digital, antes adotava um modelo híbrido de educação, com tecnologias para estudo remoto e aulas presenciais. Com a crise, tudo que parecia difícil demais para colocar em prática foi idealizado em semanas e a instituição agora é totalmente virtual.

“Conseguimos criar uma metodologia que replicava no modelo online experiências que acreditáveis que só seriam produzidas no presencial”, revela Leandro Herrera, fundador e CEO da Tera. No meio dessa transformação, o empreendedor rapidamente aprendeu uma lição: não é preciso investir muito dinheiro ou criar sua própria tecnologia para inovar. A economia digital disponibiliza blocos plugais que dão agilidade em processos, sem que as empresas tenham que desenvolver soluções dentro casa.

 

O QUE SÃO OS WEBINÁRIOS?

São transmissões ao vivo de bate-papos e entrevistas, exclusivos online, sobre diversos assuntos do mundo empresarial. Diante da atual situação com a COVID-19 no Brasil, transformamos os encontros presenciais em atividades digitais e webinários.

PARA QUEM SÃO E COMO FUNCIONAM?

Os webinários especiais sobre a Covid-19 são públicos, totalmente gratuitos e podem ser acessados pelo link amcham.com.br/aovivo. Para participar, basta se inscrever nas atividades através do Amcham App (disponível nas plataformas iOS e Android).