Antes de ser disruptiva, o caminho “mais fácil” para a inovação é resolver um problema, afirma executivo da 3M

publicado 07/11/2019 11h00, última modificação 06/11/2019 15h26
Curitiba – No Amcham Talks, mil participantes acompanharam as reflexões de Luiz Serafim (3M), Embraer, TOTVS, Faber Castell e startups sobre tendências de inovação
Luiz Serafim 3M em um dos painéis de debate do Amcham Talks.jpg

Luiz Serafim (3M), em um dos painéis de debate do Amcham Talks

A forma mais fácil de inovar é resolver um problema. Quem disse isso é o diretor de Inovação da 3M, Luiz Serafim. “A inovação não precisa ser disruptiva. Não em um primeiro momento, pois existem diversos problemas a serem resolvidos e essa é a forma mais fácil de inovar: resolvendo um problema.”

Serafim abriu o nosso Amcham Talks, que em pouco tempo se tornou um dos maiores festivais de inovação de Curitiba. A edição paranaense do Amcham Talks reuniu mais de mil participantes no dia 3/10.

O executivo afirma que soluções inovadoras nascem de boas ideias, mas isso é só o começo. “Não basta a ideia, é preciso modelar o negócio de acordo com a experiência do cliente até dar certo”, frisa. “Se quero ter uma empresa inovadora, é necessário criar um sistema que valorize pessoas e boas lideranças, visão e estratégia, conhecimento de mercado e planejamento”, continua.

Além de Serafim, os debatedores de inovação foram Sandro Valeri, diretor de Estratégias de Inovação da Embraer, Pavlos Dias, diretor de Inovação e Novos Negócios da Faber Castell. Durante dez horas, foram realizadas 40 palestras e talk shows com grandes especialistas e executivos.

Quem também debateu com o público foram Márcio Viana, CEO da TOTVS Curitiba, Sergio Rangel, diretor de Planta da AAM, Daniele Fonseca, CHRO do Ebanx, André Caldeira, CEO e co-fundador da Propósito, Luiz Fernando Vianna, CEO do Lactec, Ricardo Mendes, gerente-general de transformação de negócios da Renault, Daniel Mourão, gerente sênior de Marketing Latam do UFC, e Daniel Mocellin, fundador do Whatafuck.

Lição de casa

Viana, da TOTVS, destaca que a inovação tem que ser estimulada e desenvolvida nas empresas. “Uma empresa não pode falar de transformação digital se não gerencia nem seus próprios dados.” Sem ambiente favorável, ela perde força, acrescenta Rangel, da AAM.

A importância do compartilhamento de ideias e a criatividade como elementos importantes do processo foram os pontos destacados por Dias, da Faber Castell, e Valeri, da Embraer. “Acreditamos na inovação aberta, onde há um compartilhamento de estratégias e soluções a fim de criar um bem para o todo”, cita Valeri.

E a criatividade, tão espontânea em crianças, precisa ser reacendida nos adultos, defende Dias. “Adotamos a missão de manter a criatividade das crianças voando até a idade adulta, por meio da aprendizagem criativa”, menciona.

De acordo com nosso gerente regional, Gustavo Silvino, a inovação não deve ser vista como algo complexo, mas sim como solução. “As empresas que não querem ficar para trás no mercado precisam inovar sem medo”, disse. “Desmistificar o processo de inovação como algo complexo já é o primeiro passo para que a empresa ou companhia veja um resultado positivo em seus negócios.”