Avanço em inovação demanda reforçar confiança no País

por giovanna publicado 26/01/2011 16h55, última modificação 26/01/2011 16h55
Belo Horizonte – Se não se acredita que estabelecer relações comerciais com o Brasil e os brasileiros é algo confiável, dificulta-se a capacidade de vender um produto diferenciado, explica diretor do Instituto Inovação.
avanco_materia.jpg

Para um maior avanço brasileiro na área da inovação, é preciso reforçar a confiança que se tem no País, o que envolve, entre outros aspectos, segurança institucional e jurídica, assegura Paulo Renato Macedo, sócio-diretor do Instituto Inovação, que trabalha para promover aproximação entre universidades, centros de pesquisa e setor produtivo e para acelerar negócios.

“O índice de confiança que se tem em um país em relação a fazer negócios com ele é fundamental para a inovação. Se não se acredita que estabelecer relações comerciais com o Brasil e os brasileiros é algo confiável, dificulta-se a geração de inovação e a capacidade de vender um produto diferenciado lá fora”, afirma Macedo, que participou do comitê de Inovação da Amcham-Belo Horizonte na terça-feira (25/01).

Para Macedo, outro ponto central para o avanço da inovação no País é a relação universidade-empresa, que tem evoluído nos últimos 15 anos, mas ainda é menos fluida do que o necessário, marcada por excesso de burocracia. Há ainda uma barreira a ser vencida do ponto de vista de mentalidade de muitos executivos que veem na inovação potenciais riscos e prejuízos.

“A era da inovação em tese significa não-hierarquia, liberação de tempo para pensar coisas novas, investir em projetos de auto-risco que muitas vezes não darão retorno em curto prazo”, lembrou.

Primeiros passos

Para as pequenas e médias empresas que ainda não inovam, mas cogitam fazê-lo, Paulo Renato Macedo recomenda que o primeiro passo é analisar cuidadosamente essa alternativa, considerando que abarca custos gerenciais e financeiros, mudança de processos internos e riscos. 

Em seguida, é preciso buscar a maior quantidade possível de informações, traçar uma estratégia consistente e começar em pequenos moldes para depois, se for o caso ampliar. Há que se ter também um líder disposto da fazer da inovação uma oportunidade.

Por fim, Macedo destaca a necessidade de que a inovação esteja alinhada a uma gestão competente, com processos bem estabelecidos e metas definidas.

 

registrado em: