Brasileiro conta experiência de criar startup em Israel

publicado 21/07/2014 12h01, última modificação 21/07/2014 12h01
São Paulo – Daniel Ring diz que cultura israelense é favorável ao empreendedorismo e valoriza até os erros
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Israel tem um ambiente propício para empreendedorismo. Há muitas startups e seus gestores são valorizados no mercado até quando seus primeiros negócios não dão certo. Quem conta a experiência de empreender no país do Oriente Médio é o brasileiro Daniel Ring, 32 anos, que há um ano abriu o Octopulse, um site que angaria fundos para fazer shows.

“Em Israel, se você vai à segunda startup após a primeira ter dado errado, você é muito valorizado. Não é vergonha; significa que você aprendeu muitas coisas e está preparado para começar do zero”, afirma Ring, que deu seu depoimento no Seminário de Startups e Novos Negócios da Amcham, sexta-feira (18/07).

O evento reuniu pesquisadores, investidores e gestores de startups no Brasil, Chile e Israel.

O site de Ring e dois sócios – um uruguaio e um israelense-, funciona há um ano. Por meio do crowdfunding, eles realizaram seis shows em Israel, sendo metade com os brasileiros Yamandu Costa, Ricardo Herz e Cristina Braga.

“Víamos que, na web, o público escolhia a música, mas não o show a que iria. Percebemos que isso poderia ser feito com o financiamento coletivo”, relata.

Nesse período, o Octopulse contou com uma incubadora por seis meses. O negócio teve apoio em gestão, infraestrutura e assessoria jurídica.

“Realizamos vários testes e, agora, vamos aplicar novas ideias inclusive fora de Israel”, comenta o brasileiro que, assim como os sócios, é músico. Entre os planos, está o de encontrar um investidor para desenvolver ainda mais o negócio.

Segundo Ring, Israel possui tradição de empreendedorismo. “Talvez seja o país com mais startups per capita. Tel Aviv, com 400 mil habitantes, tem mais de 2.000 startups”, cita.

Ele ressalta que, em 66 anos após sua formação como Estado, o país se destaca como potência mundial em tecnologia, reunindo centros de pesquisas de multinacionais do setor. “O país investiu muito em educação, principalmente em tecnologia”, explica.

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