Cielo e Sanofi falam da gestão de inovação e de como formar equipes inovadoras

publicado 18/09/2014 10h42, última modificação 18/09/2014 10h42
São Paulo – Conheça os casos das empresas que adotaram o estímulo à inovação como estratégia de negócio
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“Investir em inovação é pavimentar a companhia para o futuro”, diz Luiz Henrique Didier Júnior, diretor de Canais e Inovação da Cielo e que esteve no último encontro do comitê de Inovação da Amcham, em 17/09. Foi com esse posicionamento que a empresa decidiu criar um departamento focado apenas em inovação, que hoje conta com 12 profissionais.

Didier conta que o time tem um budget próprio para evitar concorrência com outros projetos da empresa. “É uma prova de como a inovação é essencial para a empresa”, diz. Depois de testados na prática e aprovados, os produtos entram numa lista de prioridades da empresa e são implantados com a verba da área de Projetos.

Mais do que soluções para curto e longo prazo, a “startup dentro da Cielo”, como Didier se refere à equipe, trabalha para desenvolver inovações disruptivas. “Tirar o cartão do bolso, inseri-lo na máquina e digitar a senha, por exemplo, não é um problema. Mas, trabalhamos para facilitar cada vez mais a vida dos nossos clientes”, explica.

Rosilane Purceti, diretora de Recursos Humanos do Grupo Sanofi do Brasil e também palestrante na Amcham, fala que a empresa formou um comitê de inovação, aberto para todos os colaboradores, independentemente do departamento e do nível hierárquico.

O grupo multidisciplinar se reúne com frequência para discutir novas ideias e, trimestralmente, a companhia lança desafios de inovação, que influenciam a renda variável dos colaboradores. “A inovação é elemento estratégico da cultura da Sanofi, e o comitê tem trazido ótimos resultados, além do engajamento dos colaboradores”, relata.

Formando equipes inovadoras

De acordo com Rosilane, um time inovador deve ser composto por profissionais com capacidade para identificar oportunidades, experimentar novas ideias, gerir projetos, e que saibam superar desafios e questionar.

Para Didier, outra característica fundamental para um profissional de inovação é a proatividade. “Podemos ensinar técnicas para ser mais produtivo, por exemplo, mas não a ter atitude. Pessoas inovadoras tem coragem de se expor”, ressalta.

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