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Como criar um funil de inovação eficiente para sua empresa

publicado 18/03/2022 12h11, última modificação 01/04/2022 14h57
A ideia pode parecer boa, mas a resposta conclusiva sobre a viabilidade dela vem do mercado e da prática. Saiba avaliar as melhores!
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Um funil de inovação eficiente garante a diminuição de riscos e a otimização de esforços e investimentos em novas ideias. É com essa ferramenta que as empresas definem os projetos nos quais vale a pena investir, os que merecem maior dedicação e os que precisam ser abandonados.

Sem aplicar esse método, essas escolhas se tornam um jogo de adivinhação com risco elevado. Continue a leitura, entenda os detalhes sobre o assunto e poupe desperdícios de foco e investimentos na sua jornada de inovação.

 

O que é um funil de inovação?

O funil de inovação é um processo de análise e seleção de projetos inovadores, buscando classificá-los de acordo com o potencial de sucesso, escala e lucro. Para entender o seu funcionamento, é preciso lembrar que a gestão da inovação depende da criação das condições ideais para que novas ideias surjam o tempo todo, sejam testadas, aprovadas e executadas.

Isso significa que uma empresa inovadora não é aquela que tem uma única e bem-sucedida ideia revolucionária. Uma cultura inovadora e várias ideias disruptivas são necessárias até que uma delas seja colocada em prática e se torne uma inovação, a aplicação bem-sucedida no mercado de algo novo, que entregue um valor superior e obtenha lucro.

Para que esse conjunto de ideias seja analisado e algumas delas sejam escolhidas para ter continuidade, é preciso usar uma ferramenta metodológica: o funil de inovação.

Uma boa analogia para entender em definitivo essa metodologia é o funil de vendas. Enquanto a ferramenta comercial permite identificar os leads qualificados — que estão prontos para comprar —, e estimular a ação de compra; o modelo usado em gestão da inovação seleciona os projetos viáveis — prontos para o mercado —, e inicia o processo de execução.

O funil na inovação aberta

No contexto da inovação aberta, quando outras empresas são agregadas como agentes de inovação, é comum que cada uma delas se dedique a poucos projetos simultâneos. É o caso de muitas startups que, na maioria das vezes, operam com um único produto em desenvolvimento.

Nesse tipo de inovação, o funil é usado para avaliar os projetos desenvolvidos, a capacidade de execução da equipe de cada empresa e o alinhamento de interesses de todas as organizações envolvidas na iniciativa.

Como a inovação aberta normalmente também envolve universidades, aceleradoras, consultorias, institutos, entidades governamentais e investidores, o funil deve considerar as demandas de cada um dos participantes.

Aliás, escolher os parceiros certos, com afinidades de propósito, objetivos alinhados e estrutura adequada, também é importante na gestão da inovação e depende do uso de ferramentas como o funil.

Um bom exemplo disso pode ser o de uma startup que desenvolveu um aplicativo útil, lucrativo e escalável, aliada a uma empresa com exigência de exclusividade na comercialização do produto, mas sem estrutura adequada e capacidade de investimento para escalar o negócio na velocidade ideal.

Nessa situação, um concorrente pode se aproveitar da limitação e dominar o mercado, dificultando o ganho de escala no futuro. Por isso, uma boa análise do funil envolve, por exemplo, a definição de critérios de escolha e avaliação de parceiros envolvidos na execução da ideia.

Como funciona um funil de inovação?

O funil de inovação é um processo regular da gestão de inovação que, mais do que validar e elaborar o produto e o modelo do negócio, levanta indicadores que ajudam a monitorar o desempenho dos esforços em inovar

Ou seja, como ele é feito constantemente, é possível estabelecer critérios de comparação ao longo do tempo, controlando a evolução da empresa e da equipe na capacidade de selecionar os projetos mais promissores. Alguns bons exemplos de detalhes que são avaliados para selecionar as melhores ideias são:

- a qualificação da equipe de gestão da inovação;

- a competência dos times de empresas parceiras;

- a maturidade de cada uma delas — elas podem estar em estágio inicial de desenvolvimento do produto, ou prontas para agir no mercado, por exemplo;

- os casos de sucesso conquistados;

- a capacidade de captar investimentos;

- as características do modelo de negócios;

- a capacidade de escala e o potencial de lucratividade e rentabilidade.

 

Quais são as suas etapas?

A divisão do funil de inovação é equivalente, em número de fases, a outros modelos que você já conhece, como o de vendas. Vamos conhecer cada uma delas para estabelecer uma diferenciação e facilitar o entendimento do processo.

Topo de funil

É a etapa que concentra o maior número de ideias (projetos) ou, no caso da inovação aberta, também empresas e outras organizações parceiras. O objetivo é, justamente, desenvolver o maior número de ideias possível. 

Esse estágio pode ser fortalecido por uma rede de inovação diversificada, pois agentes com características e visões diversas enriquecem as ideias, contribuindo com diferentes perspectivas e com o levantamento de oportunidades.

Meio de funil 

É na segunda etapa que começa a seleção dos projetos de inovação, levantados na primeira fase. Portanto, será necessário fazer avaliações internas e externas, com o objetivo de coletar dados para avaliação de risco, retorno e geração de indicadores de inovação.

Quanto maior o número de variáveis que puder ser considerado, maior será a confiabilidade da avaliação. Esse esforço poderá ser maior ou menor, dependendo dos inputs sobre o mercado disponíveis. Ou seja, ideias voltadas a mercados já trabalhados, com dados, informações e experiências acumuladas são mais fáceis de avaliar do que iniciativas totalmente novas.

Nesses casos, haverá uma hipótese com forte influência da visão dos idealizadores, que precisará ser experimentada no mercado, para ser validada ao ponto de ser considerada uma tese.

Fundo de funil

Depois de aprovadas, as ideias precisam ser colocadas em execução. É quando elas são bem-sucedidas no mercado, que as consideramos, de fato, inovações. Essa fase exige bastante trabalho, pois depende de uma série de atividades que precisam ocorrer com sinergia e de um modo sistêmico, pois se completam em todos os horizontes da inovação. 

A elaboração do processo comercial, do plano de marketing, da comunicação com o mercado, do relacionamento com investidores e a captação de recursos, são exemplos das tarefas que precisam ocorrer nessa etapa.

Quais os benefícios do funil de inovação?

O sucesso de empreender em um negócio tradicional depende de análises de demanda, mercado, concorrência, público-alvo e informações que, embora envolvam uma série de variáveis, algumas incontroláveis, podem, em grande parte, ser levantadas com relativa precisão — ao menos em uma dimensão suficiente para garantir uma margem de risco aceitável

Contudo, ideias novas não oferecem a mesma possibilidade. Afinal, estamos falando de algo diferente. É comparável a planejar uma viagem a Marte, considerando a experiência de viajar na ponte aérea Rio-São Paulo — guardadas as devidas proporções.

Por isso, desenvolver um método eficiente para avaliar, selecionar, desenvolver e executar projetos inovadores é o único meio de otimizar esforços, recursos e investimentos, evitando prejuízos, desperdícios e insucessos.

Ainda que a certeza de um empreendimento bem-sucedido demande o tempo necessário para a consolidação do negócio, minimizar o risco é importante para garantir o máximo aproveitamento e o foco nas ideias com mais chance de sucesso.

Por fim, considere que o funil de inovação é uma ferramenta de importância estratégica, pois a diferenciação e o valor gerado pelos projetos inovadores é mais difícil de ser imitada pela concorrência, se comparada a qualquer outra iniciativa que busque aumentar a competitividade da empresa. E, se inovar potencializa a diferenciação, a informação sobre gestão da inovação é essencial para a abordagem estratégica.

Além disso, os resultados do funil de inovação são potencializados pelos relacionamentos que ocorrem nos melhores ecossistemas de inovação. É por isso que a inovação aberta é tão valorizada do ponto de vista estratégico e que nós da Amcham temos como propósito viabilizar conexões.

Quer saber mais sobre como fazemos isso? Conheça o Amcham Lab!