"Estamos em frente a um tsunami de inovação e discutimos se vamos usar biquíni ou maiô", afirma Giardelli

publicado 23/09/2016 16h13, última modificação 23/09/2016 16h13
São Paulo – Professor da ESPM acredita que Brasil não está preparado para nova onda de inovação em tecnologia
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Para Gil Giardelli, professor de MBA e pós-graduação da ESPM, o mundo está passando por um período de inovação radical e que o Brasil não está se preparando para essa nova era. O especialista citou uma pesquisa feita em 45 países com altos executivos perguntando se as empresas estavam preparadas para a transformação digital. No Brasil, apenas 9% avaliaram que sim, enquanto em países como China e México, a resposta afirmativa foi de 40%. "Estamos em frente a um tsunami de inovação e estamos discutindo se vamos usar biquíni ou maiô", afirmou, durante o encontro Social Business, evento promovido pela Amcham - São Paulo e IBM na quinta-feira, dia 22/09.

Estamos vivendo uma quarta revolução industrial, em que a inovação está acontecendo com uma velocidade e amplitude impressionantes, segundo Giardelli. "Como toda revolução, cabeças se cortam. No mundo que estamos entrando, que é volátil, incerto, complexo e ambíguo, as cabeças que serão cortadas serão das empresas. Temos vários estudos sobre como será o mundo, mas não há certeza. No século XXI, nenhuma pergunta deve deixar de ser feita", apontou.

O professor avalia que o Brasil está se atrasando diante dessa onda de novas tecnologias e modelos de negócios. “Infelizmente, a inovação aqui no Brasil é uma palavra surrada e com pouca eficácia”, lamenta.

Essa inovação radical que está acontecendo é caracterizada também pela quantidade de novas ideias que surgem a cada instante, mas Giardelli avalia que ter insights não é suficiente. "Qualquer ideia que vocês tiveram durante esse painel, em média, outras 400 pessoas no mundo já pensaram sobre – é o que chamamos de invenção simultânea. O problema é que apenas três colocaram essa ideia pra funcionar. Mais do que pensar, é importante fazer”, aponta.

Giardelli identifica que as pessoas ainda rejeitam o avanço da tecnologia por medo de perder seus empregos “Para cada emprego que fechamos por causa do avanço da tecnologia, são quase três novos se abrindo”, garante.

O professor acredita que a tecnologia está fundindo cada vez mais os domínios físicos, biológicos e digitais. “Economia circular, internet das coisas, humanoide são palavras que vão mudar o mundo”, acredita.

 

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