Gestão sem pressão: os cuidados que os líderes devem tomar em momentos de crise

publicado 11/11/2020 11h51, última modificação 11/11/2020 11h51
Brasil – Saber manter a calma e desenvolver inteligência emocional para lidar com dificuldades foram os principais ensinamentos da edição Sul do CEO Fórum
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"A liderança deve impulsionar agilidade na empresa, dar autonomia e empoderar esses squads”, comenta Viviane Martins, Presidente da Falconi Consultoria

Assim como para as empresas, o cenário da pandemia também tem sido bastante desafiador para os líderes individualmente. Engajar times e fazer a gestão a crise ao mesmo tempo é um prato cheio para o famoso surto. Entretanto, existem técnicas e dicas práticas para esses momentos de pressão.  

Para Carlos Zarlenga, Presidente da GM para a América do Sul, ao contrário do que se imagina, em momentos de crise, é preciso esperar o pior. Assim, é mais provável que se esteja preparado para lidar com os riscos. “O risco é a probabilidade de um evento futuro ser diferente do que você espera que ele será”, pontua.  

Além disso, na visão do executivo, cabe aos líderes fazer o que deve ser feito e dar autonomia para os times colocarem em prática suas habilidades. Por isso, antes de tudo, é necessário manter os pés no chão para encarar a realidade e possibilitar soluções. “No caso da GM, não tivemos comitê de crise, apenas pegamos as pessoas que tem expertise, matamos a burocracia e abrimos espaço para essas pessoas fazerem o trabalho delas”, explica.  

Diante disso, neste novo ecossistema em que tudo está conectado, o papel dos C levels caminha mais para o de investidor e mentor do que para o de um controlador, acredita Viviane Martins, Presidente da Falconi Consultoria. “Nesse caso, a liderança deve impulsionar agilidade na empresa, a autonomia e empoderar esses squads”, afirma a executiva que participou da edição Sul do nosso CEO Fórum 2020, no dia 06/11.  

Assim, as habilidades mais importantes que os líderes devem ter hoje são: inteligência emocional para saber lidar com os desafios do dia a dia, capacidade de solucionar problemas complexos, forte espírito de colaboração, pensar fora da caixa e sensibilidade para entender e replicar as transformações da sociedade dentro das organizações. “Desenvolver essas capacidades é urgente, porque elas vão ajudar as lideranças a tomar decisões no curto prazo”, comenta Viviane.  

 

TIMES NOS HOLOFOTES 

Tendo em vista que o papel do líder na jornada de inovação é guiar e permitir o desenvolvimento da empresa, é preciso que seja dada autonomia para as equipes. Isso porque, segundo João Tavares, presidente do Banco Cooperativo e da Confederação Sicredi, o executivo sozinho não é tudo aquilo que se imagina e não vai resolver todos os problemas da organização.  

“A transformação depende da cabeça: é preciso entender que devemos empoderar as pessoas com capacidade de criar”, comenta João. Ele acredita que ser transparente com os colaboradores a respeito das dificuldades também é muito importante. Isso porque a curva de produtividade acompanha a capacidade das pessoas estarem entendendo o que acontece na crise. “Muitas vezes, criamos bolhas de proteção desnecessárias porque subavaliamos a maturidade das pessoas para lidar com a incerteza”, manifesta. 

Viviane lembra que todos esses ensinamentos parecem simples, mas podem ser complexos e não levarem aos resultados esperados. Por isso, João aconselha que é preciso sempre lembrar de duas coisas: Saber porque estamos fazendo isso e onde queremos chegar com essas atitudes. Carlos finaliza: “Fale a verdade, seja transparente, mostre seu plano e tenha de fato um plano”.  

Para acompanhar o roadshow do CEO Fórum, acesse aqui.