Nina Silva e Gustavo Caetano listam os erros das empresas não inovadoras

publicado 13/06/2019 14h13, última modificação 14/06/2019 01h00
São Paulo – Fundadora do movimento Black Money falou sobre transformação tecnológica e diversidade durante o CEO Fórum
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Nina Silva, CEO do Black Money, em palestra no CEO Fórum 2019

A tecnologia permite a automação e reprodução de quase qualquer ação humana, mas não consegue replicar emoções e características não mecânicas, afirma a fundadora do movimento Black Money, Nina Silva. Ela inaugurou as palestras do CEO Fórum ao lado do fundador da Samba Tech, Gustavo Caetano. Ambos falaram sobre a influência das transformações culturais no mundo digital.

Os executivos estiveram presentes no CEO Fórum: Inovação e Legado, na última sexta-feira (07), juntamente com o guru de negócios e professor de Harvard, Ram Charan; o Diretor Geral da Intel Corporation, Mauricio Ruiz; o Co-fundador e Diretor Global de Produto da Grow Mobility, Ariel Lambrecht, e o CEO do Grupo ZAP, Lucas Vargas.

O JOGO VIROU

“Não podemos deixar de pensar em inovação sem pensar em pessoas”, aponta Nina, que também integra a equipe de Gestão de Projetos da empresa norte americana ThoughtWorks.

Nina também falou sobre a relação da diversidade com a eficiência nos negócios. “Quando a gente consegue dialogar diferentes histórias e origens junto com os propósitos e engajamento das empresas, chegamos a experimentos de novas soluções muito mais ótimas do que dentro de um grupo homogêneo”, explicou.

Além disso, as transformações das empresas devem estar alinhadas com as transformações da sociedade. “Hoje dialogamos com um mercado que não abre mais portas para quem está enraizado em pensamentos conservadores”, ressaltou Nina. “A gente esquece de toda uma geração millenial que hoje dialoga – muito bem, obrigada – com a diversidade.”

Desta forma, ela lembrou que é preciso entender quais são os novos mercados a fim de estar alinhado à cultura, propósito e estratégia que o público está aguardando de inovador. “Inovação não é reagirmos a um erro de mercado, mas sim inserirmos o que existe de novo no nosso negócio”, comentou.

ERA DOS PEQUENOS

O fundador da Samba Tech, Gustavo Caetano, frisa a importância de observar o presente para os negócios, porque hoje as transformações acontecem muito rápido e as empresas devem estar preparadas para as mudanças. “Nós não conseguimos prever o futuro, porque geralmente prevemos o futuro baseado no passado e precisamos analisar o presente”, afirmou.

Isso porque a informação está disponível em qualquer lugar e isso faz com que a competição seja muito maior. “A incerteza agora é muito maior, porque é muito mais difícil conseguir prever o futuro”, completou. Deste modo, na visão dele, pela primeira vez, o pequeno passa a ter vez contra o grande.

O executivo, que fundou uma das primeiras startups brasileiras, falou também sobre a proposta das startups e o que elas representam. “Os pequenos competem com os grandes batendo justamente onde eles são ineficientes, porque essas novas empresas não estão criando problemas novos; o problema sempre existiu”, pontuou.