Inovação não deve ser uma construção com ‘passo maior que a perna’

publicado 20/02/2020 00h00, última modificação 10/03/2020 20h13
Joinville – Vinicius Cardoso, gerente de Ti da AAM, compartilha seus aprendizados sobre inovação e tecnologia na indústria
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Cardoso acredita que o convencimento da liderança é um dos principais desafios em relação à trazer inovação

Como começar um processo de inovação? Para Vinicius Cardoso, Gerente de TI da AAM do Brasil em Curitiba, é preciso dar um primeiro passo. Parece um clichê, mas Cardoso explica: o mais importante é iniciar maneira gradual, ao invés de tentar copiar alguma fórmula ou tentar um processo muito ambicioso sem preparar as pessoas. A inovação, ele lembra, é um processo. ”O melhor é ir aos poucos trabalhando principalmente a cultura das pessoas que estão dentro das empresas e indústrias. A dica é trazer um ambiente em que as pessoas possam conversar sobre inovação, dar sugestões e novas ideias. E não precisa começar com algo grande, pode ser com um evento pequeno. Se você não tem verba para fazer uma semana de inovação, faça um café da manhã de inovação”, sugeriu. Cardoso foi o convidado para participar do nosso Comitê de Indústria e Supply Chain de Joinville no dia 11/02.

 

DESAFIOS PARA INOVAÇÃO

Para Cardoso, de acordo com a sua experiência, o convencimento da liderança é um dos principais desafios em relação à trazer inovação. Por muitas indústrias não acreditarem que seus negócios serão afetados, há certa resistência. Outro fator é o mito de que é preciso ter um alto investimento inicial para inovar – o que o especialista vê como não verdadeiro, já que existem ações de baixo custo e que têm alto impacto. E alerta: todos os mercados já estão sendo afetados pelas transformações.

É importante lembrar que inovação não é tecnologia, avisa  o especialista. A tecnologia é meio para que a inovação e a criação aconteçam. “Não adianta nada, por exemplo, automatizar um processo que não funciona direito na minha empresa. Primeiro os processos precisam funcionar direito para pensar numa robotização ou algo nesse sentido. E os processos só vão acontece se as pessoas entenderem o papel delas na inovação”, relata. Mesmo em um universo 4.0, as pessoas continuarão sendo o centro das atividades – o trabalho será para resolver problemas de gente e as criadoras dessas soluções serão as pessoas.

 

TECNOLOGIAS NA INDÚSTRIA

Na AAM (American Axle & Manufacturing), que é uma indústria, as tecnologias mais utilizadas no processo industrial são a realidade virtual, robôs colaborativos (que têm interação com pessoas) e a impressão 3D. A realidade virtual é muito utilizada para treinamento e desenvolvimento de pessoas; os robôs podem fazer operações perigosas e a impressão é utilizada principalmente para fazer prototipagem.

 

AUTOMAÇÃO X EMPREGO

Uma das preocupações frequentes quando se pensa em automação é a baixa de empregos. Para Cardoso, a tecnologia virá para acabar com o trabalho que não agrega valor, principalmente em funções repetitivas: “Atividades que não agregam valor para produtos estão fadas a morrer. E o que eu entendo é que a partir desse processo, vamos gastar tempo com o que é efetivamente importante, buscar melhorias pra processos, mais tecnologia, como fazer produtos de maneira mais rápida”.

 

O QUE SÃO OS COMITÊS DA AMCHAM?

São encontros e periódicos entre executivos de diversos segmentos voltados para atualização, benchmark e networking. Os Comitês Abertos também são exclusivos para os nossos sócios.

PARA QUEM SÃO?

São para todos(as) os(as) associados sem limites de participantes, sendo encontros gratuitos.

COMO FUNCIONAM?

Temos cerca de 110 comitês em atividade, produzindo conteúdos presenciais de diversos temas divididos em várias frentes de atuação, com palestras, painéis de discussão e dinâmicas com speakers especializados no tema. É só conferir o calendário de sua regional para saber mais.