Arte de transformar ideias em valor, inovação aumenta produtividade

publicado 21/07/2014 13h55, última modificação 21/07/2014 13h55
“O Brasil dispõe de ótimos incentivos à inovação, mas, eles não são usados como deveriam", afirma Carlos Alberto Briganti, presidente do Grupo Engenho
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"Inovação é algo muito mais simples do que definições complexas. Inovar é fazer alguma coisa diferente dentro do seu ambiente e transformar isso em valor", explica Carlos Alberto Briganti, presidente do Grupo Engenho, durante palestra no comitê estratégico de Young Business Affairs, realizado na Amcham-Campinas, na sexta-feira 11/7 (confira aqui a apresentação completa).

Convidado a falar da inovação sob os vieses da produtividade e excelência organizacional, Briganti traçou a linha histórica da pesquisa e desenvolvimento (P&D) na evolução das nações, desde o império romano, ao cenário atual.

Para inovar, você precisa ter vontade

Na década de 80 havia muita desconfiança na continuidade da indústria do aço diante da concorrência com o plástico, polímeros e alumínio.

Mas, por que o material não foi extinto?  Porque, através de processos inovadores, o setor não só reinventou a utilização do aço como, também, gerou uma gama de subprodutos. Entre eles, o inox colorido- antes considerado impossível pelas características da matéria-prima-, e diversos tipos de aço amplamente usado pela indústria automotiva- reduzindo em mais de 300 kg o peso de veículos, gerando ganhos, resistência e desempenho significativos.  “Com isso, aprendemos que nem tudo que está declaradamente morto pelo mercado está realmente morto", explica o executivo.

Para completar, Briganti apresentou dois estudos: no primeiro, compara a Distribuição de profissionais S&E por instituições no Brasil e EUA (Cruz, C. H. de B. A. Universidade, a empresa e a pesquisa; janeiro, 2004). No segundo, destaca o  comparativo de uma pesquisa com os percentuais do PIB investido em P&D por diversos países. Liderando o ranking, Coréia do Sul (5%). Em segundo lugar, Estados Unidos (3%). Já o Brasil tem média de 1%, na qual o estado de “Por incrível que pareça, nós temos ótimos incentivos à inovação, mas, eles não são usados como deveriam", conclui Briganti.

Se comparado aos EUA, Japão e Europa, o custo de engenharia no Brasil ainda é baixo. Nem mesmo as mudanças salariais, nas últimas décadas, impactaram negativamente no resultado. Em contrapartida, anualmente, o país forma apenas 32 mil profissionais; enquanto China (400.000), Índia (300.000) e Coréia (80.000) formam juntos 780 mil novos engenheiros por ano.  A seguir, a íntegra da apresentação de Carlos Alberto Briganti, do Grupo Engenho, no comitê estratégico de Young Business Affairs, realizado na Amcham-Campinas:

 

 

 

  

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