Itaú, GE, Intel e Google mostram como a conectividade e a mobilidade estão revolucionando os serviços

publicado 02/06/2015 11h53, última modificação 02/06/2015 11h53
São Paulo – Empresas relatam projetos no Fórum de Inovação e Tecnologia da Amcham
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Você compra uma passagem aérea pelo smartphone. Próximo do embarque ele passa a avisá-lo do voo e das condições de trânsito até o aeroporto, além de fornecer dados sobre o destino. Em paralelo, seu aplicativo do banco publica uma dica de como investir em certa opção que cabe em seu perfil. Em breve, seu celular também poderá identificar onde você está e, via postes de luz, acessar informações das cercanias que podem lhe interessar, como um produto em promoção a metros do estacionamento de seu carro. A vaga, inclusive, será encontrada graças ao wireless instalado no mesmo poste.

Esses são exemplos de como empresas como Google, Itaú, GE e Intel inovaram seus portfolios graças à conectividade e à mobilidade.

Digital x agência física

O ano de 2013 é emblemático nessa nova era do Itaú. “Em 2013 passamos a atender mais clientes nos canais digitais do que nas agências físicas. Ou seja, o digital é a principal estratégia da organização”, declara Ellen Kiss Meyerfreund, superintendente da área de Inovação do banco.

Ela esteve no painel que discutiu conectividade e mobilidade no Fórum de Inovação e Tecnologia da Amcham – São Paulo, sexta-feira (29/05). Ao lado dela, participaram Maximino Leite, diretor de Inovação da Intel; Sergio Binda, diretor de Marketing da GE; e Camila Ferraz, especialista em mobile e account manager do Google.

Os demais painéis trouxeram discussões sobre inovação em produtos e serviços (leia mais clicando aqui) e em modelos de negócios (leia mais aqui).

Novos negócios

No Brasil, a Intel direciona suas inovações para as áreas de infraestrutura, pré-sal, educação e transporte. Nessa última, por exemplo, está o sistema que monitora automóveis por meio de chips, que deve ser posto em prática ainda este ano, pelo Denatran (Departamento Nacional de trânsito).

“Os próprios sistemas econômico, social e político serão afetados. A internet das coisas vai gerar novos serviços”, prevê Maximino Leite.

Os novos serviços serão atrelados a novas demandas, que vão criar oportunidades para outras empresas. “Há dois anos, quando começamos o projeto de modernização da iluminação de São Paulo, não imaginava que teria de falar com empresas de telefonia”, conta Sergio Binda.

O projeto ao qual o executivo se refere participa de licitação a ser concluída até o final de junho pela prefeitura paulistana. A proposta inclui postes conectados via wireless, o que permitirá controlar o consumo e a intensidade da luz remotamente, além de programar a manutenção das lâmpadas antes que se queimem.

A companhia já está no “próximo passo”, segundo Binda, trabalhando o conceito de smart city, em que o ponto de luz agrega outras informações do mobiliário urbano, como vagas de estacionamento livres, ou produtos em promoção próximos do usuário.

“O ponto de luz passou a ser meio de comunicação muito importante. Ainda estamos na ponta do iceberg, no início de tudo”, avalia.

Comportamento mobile

Todas essas informações vão estar disponíveis não apenas no desktop, mas principalmente nos smartphones, para serem utilizadas onde o usuário estiver. O mobile mudou a forma de pensar soluções a serem entregues via internet, observa Camila Ferraz.

“Trabalhar com internet, hoje, não significa adaptar o conteúdo do desktop para o mobile, mas entender o comportamento do consumidor no mobile para pensar nas soluções dirigidas a ele”, comenta. “É muito valioso (para um negócio) ser carregado no bolso do cliente, ser conveniente e relevante para ele”, conclui.

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