Nem ouro ou petróleo, empresas e países poderosos acumulam dados, diz Salesforce

publicado 09/05/2019 10h51, última modificação 15/05/2019 16h58
São Paulo - Riqueza do século é transformar informação em estratégia de negócio, afirma vice-presidente da consultoria
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Vice-presidente regional da Salesforce, Carlos Busch, abriu o CxO Fórum, em São Paulo

Esqueça o ouro e o petróleo, a maior riqueza hoje é a informação. Ao menos é o que afirma o vice-presidente regional da Salesforce, Carlos Busch. O executivo abriu o nosso CXO Fórum falando sobre inovação e estratégias digitais. O evento aconteceu na última terça-feira (7/5), com cinco palestras e dois webinares ao longo do dia todo.

Durante a apresentação, Busch mencionou que as companhias hoje geram muitos dados e trabalham pouco com a informação, que, se bem utilizada, pode trazer grandes resultados. “Quanto mais informação eu tiver, mais poder eu tenho”, comentou. “Informação não é um relatório, mas sim as necessidades do cliente”, enfatizou.

Para o gestor, entender as necessidades do cliente é o primeiro passo para as companhias se transformarem digitalmente. “É preciso saber como o cliente se sente sendo atendido pela empresa, ou que tipo de tecnologia o meu representante gostaria de usar; Isso é a transformação”, afirmou. Na visão dele, o desafio não é mais a tecnologia.

Além disso, Busch falou que a forma de encarar as mudanças é igualmente relevante à manutenção de dados. Determinado mindset pode ser considerado pilar para a decisão de qual caminho seguir. “O exemplo que todo mundo usa é sempre o tal do Uber, né? O grande ponto que eu sempre questiono é o que impede o taxi de ser um Uber? Nada. Só eles. E assim é com as nossas empresas”, apontou.

Instituição e indivíduo

O executivo comentou também que há certo tempo todo o mercado era baseado em instituições, mas hoje ele é baseado no indivíduo. “Antes era tudo mais simples, controlado, previsível; era mais lento e estável”, explicou. Hoje, em outra geração, ele afirma que existe um nível de complexidade que o foco no indivíduo traz.

Como exemplo, Busch menciona o atendimento ao cliente. “Antes a única forma que você tinha de se comunicar com uma empresa era por meio da caixa postal. Hoje em dia é o cliente que dita o canal que ele quer usar; e isso é muito complexo para as companhias.”

Apresentando também um paralelo com salas de aula, o executivo falou das linhas de produção fazendo alusão ao modo de pensar padronizado. Na visão dele, a sistematização é uma barreira a ser quebrada não no sentido de produção, mas no sentido de como conduzir a companhia. “Achar que estamos sempre certos e que nossos modelos são os únicos que funcionam é natural, porque o ser humano, de certa forma, é arrogante, mas isso impacta muito”, evidenciou.