Novos negócios em TI, consultoria, logística e transporte coletivo têm maior valor agregado

publicado 21/07/2014 09h51, última modificação 21/07/2014 09h51
São Paulo – É que o que mostra recorte de pesquisa apresentada no Seminário Startups e Novos Negócios
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As áreas em que o empreendedorismo tem maior valor agregado, no Brasil, são as de TI, consultoria, logística e transporte coletivo. É o que se verifica nos desdobramentos da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, realizada no país pelo IBQP (Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade), como parte de um projeto mundial que investiga o empreendedorismo em 69 países.

Esse recorte foi um dos pontos abordados pela coordenadora da pesquisa no Brasil, Simara Greco, durante o Seminário Startup e Novos Negócios, na Amcham – São Paulo, sexta-feira (18/07).

Para identificar os novos empreendimentos de maior valor agregado, a pesquisa considerou cinco aspectos: concorrência, novos produtos, idade da tecnologia aplicada, expectativa de geração de empregos e orientação para o mercado internacional.

No caso brasileiro, as áreas mais proeminentes se destacam por concentrar tecnologia (TI), conhecimento (consultoria) e expectativa de geração de emprego (logística e transporte coletivo).

“A intensidade no conhecimento e na tecnologia propiciam soluções mais sofisticadas, o que faz com que essas empresas atuem com menos concorrência”, explica, sobre as áreas de TI e consultoria. “Já em logística e transporte coletivo, há um grande volume consumidor, o que gera mais empregos”, complementa.

A pesquisa compara o empreendedorismo do Brasil ao de outros países, como Estados Unidos, China, Índia, Alemanha, Chile, México e Peru. No geral, o desempenho em valor agregado dos novos negócios brasileiros é baixo em relação aos demais, comenta Simara.

“Quanto mais valor agregado, melhor para o negócio e para o desenvolvimento econômico do país”, destaca.

Empreendedorismo à brasileira

A pesquisa do GEM entrevistou 10 mil indivíduos no país para traçar o perfil empreendedor brasileiro. Foram questionados desde se conhecem alguém que começou um negócio nos últimos dois anos (37,5%) até se sentem que possuem habilidade e experiência necessárias para abrir um empreendimento (55,7%). O país ficou em segundo quando a pergunta é se há medo de fracasso: 42,7%, atrás da Alemanha (48,2%).

No Brasil, 62,9% dos novos empreendimentos são de serviços orientados ao consumidor, enquanto 28,8% estão da indústria de transformação, 7,3% em negócios e 1,1% na indústria extrativa.

Nos países comparados ao Brasil, os homens são maioria, mas entre os brasileiros, os dois gêneros estão em pé de igualdade. Quando o negócio é mais sofisticado, porém, há prevalência masculina. As faixas etárias em que os novos empreendedores se concentram são 25 a 34 anos e 35 a 44 anos.

Nos demais países, quanto mais escolaridade, mais se concentram empreendedores. No Brasil, há uma divisão semelhante entre os que não completaram o segundo grau, os de superior incompleto e os com superior completo. Quanto à renda, a maior parte está entre as famílias que ganham entre 6 e 9 salários mínimos ou mais. 

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