O segredo da inovação: tudo que empreendedores e CEOs precisam saber para revolucionar seus mercados

publicado 06/11/2020 18h06, última modificação 06/11/2020 18h06
Brasil - Para inovar, gestores precisam abraçar a disrupção, colocar o cliente em primeiro lugar e desenvolver um sistema de comunicação efetivo
o segredo da inovação em 2021 dicas de empreendedores e ceos para gestão da inovação

“Você já fracassou se você ainda não começou sua jornada. Quanto mais rápido você fracassar, mais rápido você resolve o problema”, diz o fundador do Waze

Em tempos de crise, inovar é a única saída para garantir a sustentabilidade de um negócio. Porém, engana-se quem pensa que inovar é apenas ter uma ideia genial ou criar um produto novo do zero. No dia a dia dos negócios, a inovação é uma busca constante por soluções que resolvam problemas reais do mercado e exige uma série de comportamentos para colocar em prática uma cultura que a priorize.   

Seja qual for a área de atuação, uma startup ou uma grande corporação só acumulam benefícios ao se abrir para o novo. Aplicar uma rotina de inovação efetiva, além de agregar valor à empresa, trazendo vantagem competitiva em um ambiente altamente volátil, faz com que as organizações ocupem espaços diversos, reduzam custos operacionais, aumentem a receita e diminuam as chances de perder seu espaço no mundo dos negócios – que são grandes.  

Mas, como inovar em um ambiente de incertezas e entrar no ritmo do mercado? No lançamento do CEO Fórum 2020, realizado no dia 04/11, CEOs e fundadores de empresas de sucesso compartilharam tudo que as lideranças precisam saber para revolucionar seus negócios no dia a dia.  

 

ERROS SÃO INEVITÁVEIS 

Criar uma startup é como se apaixonar por um problema real que fará a diferença no mercado ao ser resolvido. “Você precisa se apaixonar pelo problema, não pela solução. Se começarmos pela solução, podemos criar algo desnecessário e que ninguém se importa”, diz Uri Levine, fundador do Waze com mais de 10 startups no currículo.  

Se apaixonar pelo problema, entretanto, não basta. Para ser bem-sucedido, é preciso descobrir como se adequar ao mercado e desenvolver um DNA empresarial único. “É uma jornada longa, mas, se você não descobrir o encaixe, você nadará e morrerá na praia”, afirma Levine, ressaltando que, além de cansativa, a caminhada pode vir rodeada por erros inevitáveis, que devem ser corrigidos na mesma velocidade que as falhas aparecem.  

 

É PRECISO SER BOM O SUFICIENTE 

“Você não precisa ser perfeito para entrar no mercado, basta ser bom o suficiente”, garante o empreendedor em série. A ideia de desenvolver um MVP (Mínimo Produto Viável) pode ser aplicada tanto em startups quanto em empresas estabelecidas para reduzir os fatores de risco do mercado, além de permitir uma proximidade maior entre empreendedor e consumidor. Como um sistema de testes, é possível que a organização desvende o comportamento do cliente e detecte possíveis falhas no produto ou serviço antes do lançamento. 

 

CLIENTE EM PRIMEIRO LUGAR 

Apesar de boa parte das companhias serem adeptas do jargão ‘o cliente em primeiro lugar’, nem sempre a maioria consegue incorporar essa estratégia no dia a dia. De acordo com o cofundador da 99, isso acontece porque a forma de se relacionar com o consumidor é muito fluída e se transforma com o passar dos anos. “Hoje, as organizações precisam entender que o poder de escolher o meio para se comunicar não pertence mais empresas, mas aos clientes”, avalia.  

“Talvez os clientes não consigam colocar em palavras o que querem ou até acreditam que já sabem o que devem fazer, mas você pode mostrar a eles que há uma solução melhor para resolver seus problemas”, diz Paulo Veras. Em tempos de incerteza, mais do que nunca, é preciso focar todos os esforços para ouvir os usuários e priorizá-los – afinal, são em momentos difíceis que as pessoas mais comentam sobre suas necessidades.  

 

DISRUPÇÃO É UMA OPORTUNIDADE

A disrupção é mais oportunidade do que ameaça – e a 99 se tornou uma prova viva disso ao revolucionar o mercado de mobilidade urbana e tornar acessível o serviço de transporte por aplicativo. Porém, engana-se quem pensa que foi a disrupção que deixou para trás modelos de negócio tradicionais – pelo contrário, o serviço ampliou a demanda no setor e democratizou um espaço que não seria ocupado tão cedo. “As empresas modernas abraçam o caos e nós precisamos nos sentir à vontade com as mudanças, porque elas não vão embora tão cedo”, diz Paulo Veras.  

 

ANTES DE CULTURA, COMUNICAÇÃO 

Com a pandemia, a comunicação se tornou a protagonista de todas as estratégias de negócios. Para Márcia Esteves, CEO da Lew'Lara\TBWA, uma comunicação eficiente acaba superar a cultura, pois, para construir novas formas de gestão e transformar um negócio, os colaboradores precisam entender o que a liderança quer dizer antes de colocar em prática os comportamentos esperados. “Não podemos nos distrair com a tecnologia, precisamos utilizá-la como meio eficiente de comunicação para aproximar e nos tornar ainda mais humanos”, diz.  

 

Para acompanhar o roadshow do CEO Fórum, acesse aqui.